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Novembro Negro

Rede municipal de ensino se destaca no ensino da temática étnico-racial

“O Nossa Rede, que é o material pedagógico próprio, construído com a participação dos professores da rede municipal de Salvador, abarca a temática nos diversos anos de escolarização”.

21/11/2019 09h23
Por: Sandro Araújo

As unidades escolares da rede municipal de Salvador promovem, durante todo o mês de novembro, atividades especiais relacionadas ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro - data da morte de Zumbi dos Palmares. São desfiles, oficinas, debates, palestras, peças teatrais que marcam a data e promovem o debate e a conscientização acerca do tema. O trabalho, entretanto, não se restringe a esse período. A temática está presente em sala de aula durante todo o ano, por meio de materiais didáticos e pedagógicos e fazem parte do projeto político pedagógico das unidades escolares.

De acordo com o secretário municipal da Educação, Bruno Barral, Salvador possui uma importante trajetória de discussão das relações étnico-raciais dentro das escolas e junto à comunidade escolar. “O Nossa Rede, que é o material pedagógico próprio, construído com a participação dos professores da rede municipal de Salvador, abarca a temática nos diversos anos de escolarização”, afirma. “E é uma proposta muito interessante e inovadora, porque trata da questão étnica-racial a partir da transversalidade. Ou seja, é uma temática abordada através de várias disciplinas”. Barral cita também a utilização de materiais específicos e livros literários para as mais diversas faixas etárias que tratam da igualdade étnica, racial, religiosa e de gênero.

Além da questão curricular, que contempla, inclusive, o ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira, muitas escolas desenvolvem projetos especiais durante o ano. Um deles é o “Meus Super Heróis Também Podem Ser Negros”, desenvolvido pela professora Lorena Costa, na Escola Municipal Gersino Coelho, no Doron. Também o “Festival da África”, da Escola Municipal Teodoro Sampaio, na Santa Cruz, “Laços e Africanidades”, da Escola Municipal Padre José de Anchieta, na Federalção, “Rei e Rainha Azeviche”, da professora Cláudia Mattos da Escola Municipal Consul Schindler, em São Caetano, entre tantos outros.

Barral destaca ainda a formação de professores, a Educação Escolar Quilombola e os trabalhos do Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afrodescendentes (Fiema) e do Núcleo de Políticas Educacionais das Relações Étnico-Raciais (Nuper) da Secretaria Municipal da Educação (Smed). Idealizado e coordenado pela professora Eliane Boa Morte, o Nuper atua nas escolas municipais de Salvador com o objetivo de propor, implementar e acompanhar políticas educacionais relativas às questões raciais e de gênero. Por sua vez, o Fiema, presidido pela diretora Rita Sales, tem o objetivo de promover o desenvolvimento humano de mulheres afrodescendentes em situação de vulnerabilidade social.

“Temos um excelente trabalho sendo desenvolvido na Rede Municipal que visa uma formação que busca a equidade, com foco na inclusão e estimulando o respeito à diversidade. E uma das importantes conquistas disso é junto aos nossos alunos: O empoderamento, o fortalecimento da autoestima e uma cultura de respeito e paz. E são conquistas que ultrapassam os muros das escolas”, diz o secretário. “Entretanto, há um longo caminho ainda a ser percorrido. A Educação de Salvador tem importantes avanços, mas muito ainda a aperfeiçoar na busca pela construção de uma sociedade sem racismo, sem preconceitos”, conclui.

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