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BAHIA/NOVEMBRO NEGRO

Governo do Estado levanta a voz contra o racismo em campanha

“Todas as vozes contra o racismo. Todas as leis contra os racistas”.

01/11/2019 15h03
Por: Sandro Araújo
Fonte: Secom/BA

Para marcar o início das ações relacionadas ao Novembro Negro e reforçar a luta contra o preconceito racial, o Governo do Estado lançou, nesta sexta-feira (1º), um vídeo publicitário que integra a campanha “Todas as vozes contra o racismo. Todas as leis contra os racistas”. O filme de 30 segundos está disponível no canal oficial do Governo no YouTube e foi compartilhado pelo governador Rui Costa, na manhã de hoje, em seus perfis oficiais nas redes sociais.

“A Bahia é o único estado brasileiro que tem uma secretaria estadual para promoção da igualdade racial e vamos fortalecer, cada vez mais, nossas políticas públicas para lutar por reparação e igualdade”, escreveu o governador no Facebook. Ao longo do mês, o Governo do Estado, por meio de ações coordenadas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), realiza e apoia diversas atividades, tendo como ponto alto o 20 de novembro, instituído como Dia Nacional da Consciência Negra. O lançamento da programação será na noite desta sexta, no Teatro Castro Alves, às 19h.

No vídeo lançado hoje, criado inicialmente para veiculação nas redes sociais, gritos ofensivos e aleatórios são lançados aos negros, mostrando a necessidade de abafar a voz dos preconceituosos e elevar a dos afrodescendentes. Criada pela agência Objectiva Comunicação, a campanha circula em todo o estado e é uma das principais ações da Sepromi para o mês de novembro, que contempla ainda espetáculos, marchas e outros eventos.

Números do preconceito

Apesar da representatividade da cultura negra estar presente em cada canto do estado, os registros de preconceito contra a raça seguem em ascensão. Desde a fundação, em 2013, o Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, da Sepromi, registrou 603 queixas, sendo 348 por racismo, 187 por intolerância e 66 casos correlatos. Ao longo de seis anos, estes números saltaram de 14 em 2013 para 141 casos em 2018.

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