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PERSEGUIÇÃO?

Tentativa de incriminar Bolsonaro pode deixá-lo mais forte com as contradições dos envolvidos

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse que o presidente Jair Bolsonaro é vítima “dos mais vis ataques à sua pessoa”.

30/10/2019 10h05Atualizado há 3 semanas
Por: Sandro Araújo

Antes dessa declaração, publicada no Twitter, Mourão reconheceu a jornalistas que, embora avalie que o episódio não tenha força para derrubar o governo, ele perturba o andamento dos trabalhos da gestão Bolsonaro.

“Enquanto o presidente @jairbolsonaro consegue mercados e investimentos para o #Brasil, aqui se perpetra um dos mais vis ataques à sua pessoa, vindo de quem nunca defendeu a verdade, a honestidade e o interesse nacional. #Forçapresidente, sob sua liderança, o Brasil avança!”, escreveu Mourão, que é general da reserva do Exército.

Mais cedo, em entrevista a jornalistas, Mourão avaliou o depoimento do porteiro como fraco e disse que o caso não merecia o “escândalo” que foi feito em torno do episódio.

“Eu acho que foi um depoimento muito fraco, acho que não era o caso de ter feito o escândalo todo que foi feito em cima disso aí”, disse Mourão, que está no exercício da Presidência enquanto Bolsonaro está em viagem no exterior.

“Não dá para derrubar o governo dessa forma, mas que perturba o bom andamento do serviço, como se diz na linguagem militar, perturba”, avaliou.

A reportagem da TV Globo afirmou que o sistema de presença da Câmara dos Deputados mostrou que Bolsonaro estava na Casa quando Élcio Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no assassinato de Marielle e de seu motorista Anderson Gomes, entrou no condomínio para ir à casa de Ronnie Lessa, acusado de efetuar os disparos que mataram a vereadora do PSOL, no mesmo dia do crime.

Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo durante a madrugada em Riad, capital da Arábia Saudita, em que fez duros ataques à Globo e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a quem acusou de vazar informações das investigações sobre o assassinato, que estão em segredo de Justiça.

Exaltado, Bolsonaro xingou a emissora, usou um palavrão e disse que Witzel quer destruir sua família. Para Mourão, no entanto, a reação do presidente foi “bastante calma, até”. O vice-presidente também levantou dúvidas sobre a condução das investigações pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

“Toda pessoa quando é atingida de forma desleal, e quando ele sabe que não tem nada a ver com o processo, a pessoa se sente triste, se sente enraivecida, muitas vezes. Acho que o presidente reagiu com bastante calma, até”, disse.

“Esse assunto é um assunto que não sustenta um interrogatório normal desse cidadão aí. Não quero entrar em outros detalhes, porque esse inquérito está sendo conduzido lá pela polícia do Rio de Janeiro, mas a gente sabe que a polícia do Rio de Janeiro, parte dela, está envolvida nesse crime”, afirmou.

Depois de Bolsonaro afirmar que acionaria o ministro da Justiça, Sergio Moro, para que a Polícia Federal ouvisse o porteiro, e antes de Moro enviar ofício ao procurador-geral da República, Augusto Aras, pedindo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra inquérito sobre a citação do presidente, Mourão disse que Bolsonaro tem autoridade para se defender.

“Está na mão do Estado ainda, do Estado do Rio de Janeiro. É um crime cometido lá, não é um crime federal, então continua sendo investigado por lá. Agora, tem que ser investigado de forma correta”, disse Mourão.

“Se chegar-se à conclusão que o inquérito lá do Rio de Janeiro efetivamente não está sendo conduzido de forma correta, eu acho que o presidente tem toda autoridade para tentar buscar uma defesa dele fazendo com que esse cidadão seja ouvido por outras pessoas”, acrescentou.

Eduardo Bolsonaro

O vereador Carlos Bolsonaro publicou dois vídeos gravados, segundo ele, na manhã desta quarta-feira, em que exibe uma tela com pelo menos três dezenas de arquivos de áudio. Segundo Carlos, o vídeo foi gravado na "administração do condomínio 3.100 da Barra da Tijuca", o Condomínio Vivendas da Barra , onde moram o próprio vereador e o presidente Jair Bolsonaro. Os arquivos de áudio seriam ligações feitas da portaria do condomínio para as residências de diversos moradores no dia 14 de março de 2018, data do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Carlos publicou os vídeos para contestar o depoimento do porteiro e o registro da portaria que dizem que um dos suspeitos da morte de Marielle entrou no condomínio alegando que iria à casa do presidente - e então deputado federal - Jair Bolsonaro.

 

 

Pouco depois, também nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou, depois de seminário de parecerias econômicas em Riad, na Arábia Saudita, que não há registro de chamadas da portaria para sua casa no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes . O presidente afirmou que "determinou" a seu filho, Carlos, que buscasse registros do circuito interno do Condomínio Vivendas da Barra, onde também mora o ex-policial Ronie Lessa , um dos suspeitos pela morte de Marielle e Anderson.

Bolsonaro afirmou que a Advocacia-Geral da União pode entrar em sua defesa é classificou a atuação do governador Wilson Witzel de “criminosa”, por ter supostamente “vazado” dados da investigação.

- Ele não tem pretensões políticas, não tem competência e quer atacar o presidente. - declarou Bolsonaro.

Witzel rebateu as acusações de Bolsonaro , classificou as frases do presidente como "levianas" e disse que ele "não está, talvez, em seu estado normal".

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