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OPERAÇÃO SPOOFING

Novo suspeito de invadir celulares de Moro e demais autoridades é preso pela PF e mãe sai em defesa do rapaz

Luiz tem 19 anos de idade e era colega do hacker Walter Delgatti Neto na faculdade de Direito.

19/09/2019 15h52Atualizado há 1 mês
Por: Sandro Araújo

Em nova fase da operação Spoofing, a Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (19), mais dois suspeitos de estarem envolvidos no esquema de hackeamento de mensagens de celulares de autoridades nacionais, dentre elas o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Os presos são Thiago Eliezer Martins dos Santos, capturado em Brasília, e Luiz Molição, em Sertãozinho (São Paulo). Os mandados de prisão são válidos por cinco dias e os dois deverão ser interrogados nesta sexta-feira (20) em Brasília.

Autorizada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, a fase da operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades onde os dois presos estavam e em São Paulo, com a participação de 30 policiais federais.

Nas redes sociais de Luiz Molição, o jovem se declara "ativista pelas causas que considero corretas. Sempre em busca de melhorar como pessoa, como espirito, em busca da melhor compaixão e paciência para ver e entender as diferenças e a realidade.". Além disso, possui diversas publicações críticas a Jair Bolsonaro e em defesa de pautas esquerdistas.

Luiz tem 19 anos de idade e era colega do hacker Walter Delgatti Neto na faculdade de Direito da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp).

Em entrevista à Revista Veja, sua mãe Michelle Cristina Quitéria, declarou que o filho mantinha contato com Walter:

“O problema dele é aquela história de se envolver com amizades erradas, eu sempre falava para ter cuidado. Ele é uma pessoa muito sozinha e na universidade, como ninguém ia muito com a cara desse Walter, ele acabou dando mais ouvidos a ele”, declarou Michelle.

Segundo a mãe do jovem, seu filho dizia à ela que os dois apenas conversavam sobre assuntos da universidade e o curso, e que o filho não conhecia sobre a longa ficha criminal do hacker.

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