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Jogos Pan-Americanos

Isaquias aceita pressão para repetir medalhas de ouro no Pan de Lima

“Nossa busca vai ser avaliar entre nós e os cubanos, que é a principal disputa. Tentar corrigir alguns erros que possam acontecer pensando no Mundial”

17/07/2019 08h34
Por: Sandro Araújo
Fonte: Tomás Rosolino - Rio de Janeiro , RJ
Isaquias Queiroz conquistou duas pratas e um bronze na Rio 2016 (Foto: Alexandre Loureiro/COB)
Isaquias Queiroz conquistou duas pratas e um bronze na Rio 2016 (Foto: Alexandre Loureiro/COB)

O canoísta Isaquias Queiroz, dono de três medalhas olímpicas e uma das referências do Brasil no esporte, mostra confiança em repetir seu bom desempenho de quatro anos atrás nos Jogos Pan-Americanos de Lima, que começam na próxima sexta-feira, dia 26, na capital peruana. Um dos líderes do Time Petrobras, ele se mostra mais preocupado com o Mundial da modalidade, mas acredita ser capaz de voltar para casa com mais medalhas de ouro na conta.

“O Pan vai ser muito importante para a gente, é um campeonato que dá muita visibilidade no esporte brasileiro. Vamos lá para fazer uma ótima prova”, disse o atleta, que disputará o Mundial de Canoagem entre os dias 21 e 25 de agosto, na Hungria, com uma competição mais complicada do que nas Américas.

“Nossa busca vai ser avaliar entre nós e os cubanos, que é a principal disputa. Tentar corrigir alguns erros que possam acontecer pensando no Mundial”, continuou o atleta, ouvindo algumas brincadeiras sobre ser a “estrela” do grupo que reúne nomes como Maicon Andrade, bronze no taekwondo dos Jogos do Rio, em 2016, e Daniel Dias, paratleta multicampeão da natação. Potenciais medalhistas do Pan e do ParaPan, Petrúcio Ferreira, Beatriz Ferreira, Silvânia Costa e Marcus D’Almeida completam o grupo.

Isaquias teve grandes resultados no Pan de Toronto, quatro anos atrás, momento em que se confirmava como grande aposta do país no esporte para as Olimpíadas do Rio de Janeiro. Na ocasião, no Canadá, ele levou o ouro nas categorias C-1 200m e C-1 1000m. Ainda levou a prata no C-2 1000m ao lado de Erlon Silva.

Como não poderia deixar de ser diferente, ele encara os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, como o grande objetivo do ciclo. A ideia é melhorar a performance de duas pratas e um bronze conquistados em 2016, sem colocar o ouro como única alegria possível no Japão.

“Medalha é igual filho, a gente não escolhe, a gente aceita. Vou lá para brigar com a medalha. O foco é a medalha de ouro, tem que ser medalha de ouro. Se for para lá pensando na prata, fica no máximo com o bronze. Se for pensando no bronze, não passa do quarto lugar”, concluiu.

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