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Brasil neles

Massacre no 2º tempo é premiado com vitória sofrida nos pênaltis

Atacante lembra cobrança desperdiçada contra o Peru e comemora batida contra o Paraguai

28/06/2019 10h41
Por: Sandro Araújo

Que fique claro para começo de conversa: o Brasil esteve longe de apresentar um futebol convincente nesta gelada quinta-feira na Arena do Grêmio.

Porém, o segundo tempo contra o Paraguai, pelas quartas da Copa América, foi um massacre, com golpes desferidos por todos os lados. Bola na trave e, principalmente Gatito Fernández eram os vilões no empate em 0 a 0. Nos pênaltis, houve o prêmio pela etapa final: 4 a 3.

Gabriel Jesus foi decisivo na noite desta quinta, na Arena do Grêmio. O atacante balançou a rede no pênalti decisivo, garantiu o 4 a 3 nas penalidades contra o Paraguai e carimbou o passaporte da Seleção para a semifinal.

Na saída de campo, Jesus desabafou. O camisa 9 lembrou do pênalti perdido na goleada contra o Peru e comemorou após cobrança da maneira que gosta.

- Não pude fazer o gol de pênalti no jogo anterior. Saí chateado e triste, puto comigo mesmo, pois não bati da minha forma. A ansiedade me atrapalhou. Hoje, depois que o Clebinho (Xavier, auxiliar de Tite) veio, eu falei que ia bater, estava confiante. E batendo da minha maneira eu ia fazer o gol. No jogo anterior eu não olhei para o goleiro e chapei para o gol. Dessa vez, olhando para o goleiro, calmo, frio, eu o vi movimentando para a esquerda e pude chapar para o outro lado - afirmou Gabriel.

A vaga para as semifinais surgiu após nada mais nada menos do que 21 finalizações, sendo dez na direção de Gatito. E, não à toa, o goleiro do Botafogo foi eleito pela quarta vez seguida o melhor em campo, já que fez belas defesas nas insistentes investidas do ataque canarinho.

Quando o confronto no tempo regulamentar terminou, o torcedor rapidamente recordou dos torneios de 2011 e 2015, quando o Brasil caiu para o mesmo Paraguai nos pênaltis. O histórico contra, contudo, caiu por terra - apenas Roberto Firmino não converteu a sua penalidade.

Por falar em Firmino, o ataque da Seleção foi consideravelmente beneficiado quando Balbuena foi expulso, na casa dos 60 minutos. A partir daí, o abafa foi inevitável, com Everton mais aceso, Jesus mais fixo na área, Willian acionado na ponta direita e, como última cartada, Lucas Paquetá junto a Coutinho e Arthur no meio. Todos os citados tentaram, conseguiram mais associações na reta final, porém nada de bola na "casinha", como Tite costuma dizer.

O Brasil provou que segue com ideias limitadas e pouca criatividade quando encara um adversário proposto a se fechar, a jogar duro e a atuar apenas por uma bola. Fica outra lição para o treinador, ao menos com a vaga na bagagem rumo a Belo Horizonte - que será palco do confronto diante do vencedor de Venezuela x Argentina. Ou seja: as emoções só estão no começo.

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