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Saúde Pandemia

Se comprovar eficácia, produção de vacina contra Covid começa em dezembro

A Fundação Oswaldo Cruz pretende entregar 15 milhões de doses em dezembro e outras 15 milhões em janeiro de 2021

02/07/2020 15h38
Por: Sandro Araújo Fonte: Agência Câmara de Notícias
Se comprovar eficácia, produção de vacina contra Covid começa em dezembro

A produção da vacina de Oxford e o acordo feito pelo governo brasileiro para que o país participe dos testes foram detalhados durante reunião da Comissão Externa da Câmara que analisa as ações de combate à Covid-19. A nova vacina utiliza um vírus encontrado em macacos e tecnologia já presente no tratamento de doenças como a Influenza e o Ebola.

Os testes com brasileiros começaram em junho. Ao todo serão 5 mil voluntários, indivíduos saudáveis entre 18 e 55 anos, profissionais de várias áreas que têm mais possibilidade de contato com o coronavírus, que serão acompanhados por 12 meses. Os participantes serão divididos em dois grupos para haver comparações. Os testes no Brasil serão feitos por institutos ligados a empresas privadas, além da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

Presente à reunião, o embaixador do Reino Unido revelou que o governo britânico já investiu 65 milhões de libras, ou 432 milhões de reais, na nova vacina. A previsão é que 2 bilhões de doses sejam produzidas inicialmente para distribuição global. Maria Augusta Bernardini, diretora médica do laboratório Astra Zeneca Brasil, explicou qual é o caminho da pesquisa.

Maria Augusta Bernardini: O objetivo primário é realmente avaliar se a ocorrência da infecção por Covid-19, comprovadamente feita pela análise de PCR, ela vai ser diferente entre os grupos, o grupo experimental e o grupo do ativo comparador, mostrando então se há uma eficácia clínica da vacina, além de ter como objetivo primário sempre, em todas as fases do estudo, a análise de ocorrência de eventos adversos.

O acordo prevê tanto a compra quanto a transferência de matéria-prima para a produção nacional da vacina. Nísia Lima, presidente da Fiocruz, esclareceu que, depois da fabricação das 30 milhões de doses iniciais, a Fundação Oswaldo Cruz pretende ter mais 28 milhões no primeiro semestre de 2021. Ela salientou que a plataforma desenvolvida poderá ser utilizada para a produção de outras vacinas e reiterou a importância da colaboração internacional para o combate à pandemia.

Deputados demonstraram esperança com as pesquisas e preocupação com um cronograma financeiro-orçamentário que garanta a produção efetiva da nova vacina. Relatora da Comissão Externa, a deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC) salientou o papel do Legislativo nesse aspecto.

Carmen Zanotto: Acho que esse tem que ser o grande trabalho do Parlamento na garantia do Orçamento para o ano que vem, destinando recursos suficientes para que o governo brasileiro possa então estar, a partir dos resultados dessa vacina e de outras vacinas que possam estar sendo desenvolvidas no mundo, a gente estar imunizando a nossa população brasileira.

O Programa Nacional de Imunização já começou o planejamento para a distribuição e a aplicação da nova vacina. Entre os grupos prioritários devem estar os profissionais de saúde, os idosos e parcelas da população com algumas comorbidades.

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