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De 2017 para 2018, Bahia teve as maiores quedas do país no número de estabelecimentos comerciais e empregados no setor

Em 2018, havia 88.851 unidades locais comerciais ativas e com receita de revenda na Bahia, 7.628 a menos que em 2017 (-7,9%). Foi a maior queda percentual e a segunda maior redução, em números absolutos, dentre os estados

26/06/2020 10h41 Atualizada há 1 semana
Por: Sandro Araújo Fonte: IBGE

Após resultados positivos na passagem de 2016 para 2017, em 2018 tanto o número de estabelecimentos comerciais quanto o total de trabalhadores que eles empregavam tiveram importantes quedas na Bahia, com destaque no cenário nacional.

Em 2018, havia 88.851 unidades locais comerciais ativas e com receita de revenda na Bahia. Esse número representou uma redução de 7,9% em relação a 2017, quando o estado tinha 96.479 estabelecimentos comerciais. Isso significou um saldo de menos 7.628 unidades comerciais na Bahia em um ano.

A queda percentual (-7,9%) foi a maior do país e o recuo absoluto (-7.628 estabelecimentos) foi o segundo pior resultado entre as unidades da federação, acima apenas do apresentado em São Paulo (redução de 14.119 estabelecimentos comerciais em um ano).

Entre 2017 e 2018, no Brasil, o número de unidades locais de empresas comerciais caiu pelo quinto ano consecutivo (-1,2%), passando de 1.672.417 para 1.652.660, o que significou menos 19.757 estabelecimentos comerciais em um ano.

Com o resultado negativo, em 2018, o setor empresarial comercial baiano estava 13,1% menor do que em 2014, quando havia 102.255 unidades comerciais no estado. O saldo negativo nesse período ficou em menos 13.404 estabelecimentos ativos no estado. O total de estabelecimentos comerciais ativos na Bahia em 2018 (88.851) foi o menor em seis anos, desde 2012 (87.939).

No Brasil como um todo, os cinco anos de encerramentos de unidades locais comerciais (2014 a 2018) significaram o fechamento líquido de 85.324 estabelecimentos.

Apesar do recuo, a Bahia se manteve, em 2018, como o 6º estado do país em número de estabelecimentos comerciais e o líder do Norte-Nordeste nesse indicador. 

A queda no número de unidades locais comerciais na Bahia levou também à redução no número de trabalhadores. Em 2018, 461.859 pessoas estavam ocupadas nos estabelecimentos comerciais ativos no estado, frente a 490.945 em 2017.

Isso significou menos 29.086 pessoas trabalhando nas empresas do setor em um ano (-5,9%). A Bahia teve a maior redução em termos absolutos no período e a segunda maior redução percentual, ficando melhor apenas que Rondônia (-8,3%).

No Brasil como um todo, o número de trabalhadores em empresas comerciais também teve, entre 2017 e 2018, o segundo leve aumento consecutivo. Passou de 10.183.586 para 10.212.427, nesse período, o que representou mais 28.841 trabalhadores (+0,3%).

Nessa comparação, 16 dos 27 estados tiveram aumento no pessoal ocupado em unidades locais comerciais, liderados por São Paulo (+46.601), Distrito Federal (+10.532) e Santa Catarina (+10.528).

De 2017 para 2018, varejo baiano teve fortes quedas no número de unidades locais (-10,6%) e no pessoal ocupado (-7,1%) 

Entre 2017 e 2018, na Bahia, dentre as três grandes divisões do comércio - varejo, atacado e vendas de veículos, peças e motocicletas –, apenas o varejo apresentou queda em número de unidades locais.

O número de unidades comerciais do varejo diminuiu de 79.459 para 71.030, entre 2017 e 2018, ou seja, menos 8.429 estabelecimentos em um ano (-10,6%). Em relação a 2014, quando o estado tinha 89.844 estabelecimentos varejistas ativos, o número em 2018 ficou 20,9% menor (-18.814 unidades).

Mesmo com a queda, o comércio varejista representava, naquele ano, 79,9% dos estabelecimentos comerciais baianos.

A forte redução no número de estabelecimentos varejistas foi determinante para o menor número de pessoas ocupadas no segmento. Entre 2017 e 2018, o número de trabalhadores do varejo baiano caiu de 389.086 para 361.479, em uma redução de 27.607 pessoas ocupadas (-7,1%). Ainda assim, o varejo é o maior empregador do comércio no estado, concentrando 78,2% do total de ocupados.

As outras duas divisões comerciais apresentaram crescimento no número de estabelecimentos comerciais entre 2017 e 2018: o comércio de veículos, peças e motocicletas passou de 7.814 para 7.944 unidades (+1,7%), e o comércio por atacado passou de 9.206 para 9.877 (+7,3%).

Entre o pessoal ocupado, o comércio por atacado apresentou aumento de trabalhadores na Bahia entre 2017 e 2018, passando de 58.333 para 62.759 (+7,6%). Já o comércio de veículos, peças e motocicletas teve queda no período, passando de 43.526 para 37.621 empregados (-13,6%).

Entre 2009 e 2018, Bahia manteve a maior participação na receita gerada pelo comércio no Nordeste: 29,3% do total

A Bahia continuou, em 2018, como o estado com maior representatividade no setor comercial nordestino, respondendo por cerca de 30% tanto das unidades locais, quanto da população ocupada e da receita bruta de revenda da região. 

Em relação a 2009, o estado aumentou sua participação no total de estabelecimentos comerciais do Nordeste, de 26,9% para 28,9% em 2018, mas apresentou ligeira queda na fatia dos trabalhadores do setor (28,0% em 2009 e 26,6% em 2018). Já a participação na receita bruta de revenda se manteve rigorosamente igual nos dois anos: 29,3% tanto em 2009 quanto em 2018.

Em termos nominais, a receita bruta de revenda do comércio baiano mais que dobrou nesse período. Em valores correntes de cada ano (não corrigidos), ela passou de R$ 75,6 bilhões para R$180,4 bilhões entre 2009 e 2018 (+138,8%). Foi o quarto maior crescimento percentual entre os estados nordestinos.

Pernambuco foi quem mais ganhou participação na receita bruta de revenda do comércio do Nordeste, de 18,5% em 2009 para 19,4% em 2018. Em seguida vieram Maranhão (de 9,1% para 9,6%) e Paraíba (de 6,8% para 7,2%).

Apresentaram as maiores quedas no período: Rio Grande do Norte (de 7,0% para 6,3%), Ceará (de 15,5% para 15,0%) e Piauí (de 5,5% para 5,2%).

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