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Saúde Pandemia

Pacientes com câncer de pele não devem parar tratamento por conta da Covid-19

Na Bahia, a estimativa do Inca é que em 2020 surjam quase 8 mil novos casos do câncer não melanoma. Já do melanoma, o tipo mais grave, devem surgir mais de 200 casos no Estado.

21/05/2020 11h45
Por: Sandro Araújo Fonte: Maria del Carmen González
Pacientes com câncer de pele não devem parar tratamento por conta da Covid-19

Durante a pandemia do novo coronavírus, a recomendação é da adoção do distanciamento social. No entanto, é necessário ressaltar a importância da consulta dermatológica, que vai além da questão estética. Para os pacientes com câncer de pele, por exemplo, é essencial a ida ao especialista para que se faça o diagnóstico e o tratamento específico e eficaz. Para isso, não há como aguardar a passagem da pandemia. Os pacientes já diagnosticados, por sua vez, não devem interromper o tratamento oncológico, seja ele cirúrgico ou quimioterapia.

“Sob nenhuma hipótese o tratamento deve ser suspenso. A demora no diagnóstico e o atraso ou a interrupção do tratamento podem gerar uma piora que levaria o paciente a procurar um serviço de emergência”, ressalta a dermatologista Dra. Ana Lísia Giudice, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Bahia (SBD-BA).

No Brasil, o número de casos novos de câncer de pele não melanoma esperados, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 83.770 em homens e de 93.160 em mulheres, correspondendo a um risco estimado de 80,12 casos novos a cada 100 mil homens e 86,65 casos novos a cada 100 mil mulheres, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Na Região Nordeste, ele é o segundo mais incidente entre os homens, com um risco estimado de 65,59/100 mil; já entre as mulheres, o câncer de pele não melanoma é o mais incidente, com um risco estimado 63,02 novos casos a cada 100 mil mulheres.

MUTILAÇÕES - O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado e tratado precocemente. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, porém, se não tratado adequadamente pode deixar mutilações bastante expressivas. “Mais comum, o câncer de pele não melanoma tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente. Por isso, a importância do diagnóstico precoce, assim como da visita regular ao especialista”, indicou a dermatologia.

Ela explica ainda que, apesar da possibilidade de provocar metástases (disseminação do câncer para outros órgãos), o prognóstico do melanoma pode ser considerado bom, se detectado em sua fase inicial”, explicou a dermatologista.

“Devemos estar atentos a sinais novos, sinais antigos que estão se modificando (cor, formato, tamanho), ferindo ou sangrando e a ferimentos que estejam com dificuldade de cicatrização”, conclui.

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