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Reforma/Coaf

Deputado do PSL diz que centrão prometeu apoiar Previdência se Coaf sair das mãos de Moro

Luiz Lima classificou postura como 'chantagem'. Segundo ele, seu partido quer órgão no ministério da Justiça

10/05/2019 17h37
Por: Sandro Araújo

O deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) afirmou na manhã desta sexta-feira que se sentiu chantageado por deputados do chamado centrão durante a discussão sobre o destino do Conselho de Controle de Atividades Financeira ( Coaf ). Segundo ele, esses parlamentares tem dito ao governo que apoiarão a reforma da Previdência se o órgão de controle sair da alçada do Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro .

A gente não tem opção, quer os dois. A gente não quer mais ministérios. Fomos chantageados: ou vocês querem a Coaf com Moro ou a Reforma da Previdência — disse, sem citar quais deputados estariam envolvidos nessa chantagem.

A ida do Coaf para o Ministério da Economia vinha sendo defendida por partidos do centrão, em especial PP e PR, que impuseram uma derrota ao governo ao conseguir aprovar a mudança na MP da reforma administração na comissão especial da Câmara, nesta quinta-feira.

A medida, agora, deverá ser analisada pelo plenário de Câmara e Senado.

Lima e outros deputados participaram de um evento de prestação de contas do RenovaBR, movimento de renovação política que elegeu 10 congressistas, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira.

Nesta quinta-feira, procuradores da Lava-Jato disseram que a mudança no Coaf podem impactar nas investigações de corrupção . O órgão é responsável pela prevenção e combate à lavagem de dinheiro ao fazer a fiscalização de atividades financeiras suspeitas - como depósitos acima de R$ 10 mil, por exemplo.

Segundo ele, em reunião realizada na noite desta quinta-feira, o líder do governo, Major Vitor Hugo, e o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir, decidiram que o partido iria votar para manter o Coaf sob comando de Moro. De acordo com Lima, o presidente Bolsonaro também apoiou a posição do partido.

No evento, Lima destacou que a maioria dos deputados eleitos pelo PSL são novatos, que ainda estão se acostumando à forma como as negociações funcionam no Congresso Nacional.

O parlamentar destacou que a posição dos deputados do PSL serve como proteção para que Bolsonaro não se torne refém de algu mas das liderenças do centrão.

Estamos lá para proteger o governo Bolsonaro, que fica refém de poucas pessoas do Congresso que têm um poder forte de articulação e mobilização, de deputados que são altamente fisiológicos e viciados no poder.

O governo tem um prazo para a aprovação da medida provisória que mudou a estrutura dos ministérios. A atual organização, feita logo na posse do presidente Bolsonaro vence no dia 3 de junho . Se o Congresso não conseguir confirmar o texto da MP, a estrutura voltará a ser a mesma do governo Miichel Temer, com 29 ministérios, sete a mais do que os atuais 22.

Lima também elogiou a postura de partidos como o Cidadania, o Podemos e o Novo que defenderam, na comissão e no Plenário, a manutenção do órgão na Justiça.

Além de falar em chantagem, Lima provocou deputados do Centrão ao dizer que eles seriam leões no Congresso mas "gatinhos" na rua.

Nós decidimos abraçar o que a opinião pública e nossos eleitores querem que a gente faça. A gente não pode de forma alguma permitir que o Coaf saia do ministério da Justiça — disse.

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