Engenheiros que atestaram segurança de barragem da Vale são presos em SP e MG

Dois engenheiros terceirizados e três funcionários diretos da mineradora foram presos em Minas Gerais e em São Paulo
Cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (29) suspeitas de responsabilidade na tragédia que ocorreu com o rompimento da barragem de rejeitos de minério, em Brumadinho (MG), na última sexta-feira (25).

Foram detidos dois engenheiros que prestavam serviços à Vale, mineradora responsável pela estrutura que se rompeu, além de três funcionários diretos da empresa.

As prisões, que terão prazo de 30 dias, ocorreram em São Paulo e em Minas Gerais. A operação é resultado do trabalho de uma força conjunta entre o Ministério Público mineiro, MP Federal e a Polícia Federal.

Além das prisões, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A Polícia e o MP vão apurar e investigar os arquivos apreendidos para confirmar se os documentos técnicos elaborados pelos engenheiros atestavam a segurança da barragem de Brumadinho.

Em nota divulgada no site da mineradora, a Vale afirma que está colaborando com as autoridades e que permanecerá contribuindo com as investigações para apuração dos fatos, assim como apoiando as famílias atingidas pela tragédia.

De acordo com a última atualização realizada pelas autoridades mineiras, 65 mortes já foram confirmadas com a identificação de 31 vítimas. Outras 279 pessoas seguem desaparecidas.



Atestado de segurança

Segundo investigadores, os engenheiros presos em São Paulo participaram de forma direta e atestaram a segurança da barragem número 1 da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho.

Na casa de Makoto Namba, chamou a atenção dos investigadores o fato de haver vários recortes de jornal com informações sobre a tragédia de 2015 de Mariana, da Samarco. Também foram identificados cartões de crédito, computadores e extratos de contas bancárias no exterior.

Na região metropolitana de Belo Horizonte, foram presos os engenheiros da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo licenciamento do empreendimento minerário onde fica a barragem que se rompeu. Ele são Cesar Augusto Pauluni Grandchamp, Ricardo de Oliveira e Rodrigo Artur Gomes de Melo.

As ordens da Justiça são de prisão temporária, com validade de 30 dias, e foram expedidas pela Justiça no domingo.


Quem foi preso 

  • André Yassuda - engenheiro, preso em SP
  • Makoto Namba - engenheiro, preso em SP
  • Cesar Augusto Paulino Grandchamp - geólogo da Vale, preso em MG
  • Ricardo de Oliveira - gerente de Meio Ambiente Corredor Sudeste da Vale, preso em MG
  • Rodrigo Artur Gomes de Melo - gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale, preso em MG

São Gonçalo Agora

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