Barragem da Vale se rompe em Brumadinho; 200 desaparecidos

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que a "onda de rejeitos" da barragem deve ser amortecida pela barragem da usina hidrelétrica de Retiro Baixo, localizada a 220 quilômetros do local do rompimento.

A estimativa da agência de águas é de que os rejeitos atinjam a barragem da hidrelétrica em cerca de dois dias. A ANA é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos no país.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG informou que foi comunicada às 13h37, pelo gerente de segurança e emergências ambientais da Vale, do rompimento da barragem 1.

Segundo a secretaria, a Mina do Feijão e a barragem estão devidamente licenciados, sendo que, em dezembro de 2018, a Vale obteve licença para o reaproveitamento dos rejeitos dispostos na barragem e para o encerramento de atividades.

A secretaria também informou que a barragem não recebia rejeitos desde 2014 e tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018.

Segundo os bombeiros, aeronaves estão resgatando pessoas ilhadas em diversos pontos. Às 15h50, os rejeitos atingiram o Rio Paraopeba.

O comando das operações de resgate foi montado no Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades do campo de futebol e da igreja católica. O campo de futebol está sendo utilizado como área de avaliação e triagem das vítimas para atendimento médico, além de estacionamento. Estão mobilizado no local 51 bombeiros e 6 aeronaves. G1/BH

São Gonçalo Agora

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