Vereadores são presos em operação contra fraudes em licitações Porto Nacional e Palmas

Três vereadores e o secretário municipal de governo de Porto Nacional, cidade a 66 km de Palmas, foram presos nesta quinta-feria (27), em uma operação contra fraudes em licitações da câmara municipal. Foram detidos os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB), Jean Carlos da Silva (PV) e o secretário Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado.

Porto Nacional fica na região central do estado. A Câmara de Vereadores é composta por 11 parlamentares.

A polícia informou que também cumpriu mandados de prisão contra um ex-vereador que teve o mandato cassado; dois servidores da Câmara, além de um empresário do ramo de informática.

A prefeitura informou que a operação investiga a Câmara de Vereadores de Porto Nacional e não diz respeito à Prefeitura e que Geylson Neres é investigado por sua atuação como vereador e não como secretário.

Ao todo são cumpridos nove mandados de prisão na operação. Destes, oito pessoas já foram presas. A Polícia Civil faz buscas para prender um ex-vereador, que também já foi secretário municipal.

Também são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Porto Nacional e em Palmas. A operação é um desdobramento da Negócio de Família, deflagrada pela Polícia Civil no dia 17 deste mês e que começou a investigar o crime de fraude em licitação na Câmara de Vereadores.

Segundo a polícia, a operação recebeu esse nome porque o suposto esquema teria envolvido três pessoas da mesma família e um amigo. O grupo teria desviado cerca de R$ 700 mil.

Na época da operação, o delegado Wagner Siqueira explicou que o grupo é suspeito de montar empresas para concorrer em processo licitatório na Câmara.

“O grupo possuía quatro empresas com o objetivo supostamente de fraudar o caráter competitivo, participando das licitações de equipamentos de informática e de telefonia. Na ocasião, eles provavelmente combinavam os preços para sagrar-se vencedores nas licitações”, afirmou o delegado. Do G1.

Sandro Araújo