Gilmar Mendes entra em cena e manda soltar Pepe Richa e outros sete presos na Lava Jato

Pelo visto a onda de manda presos para casa não é só em Feira de Santana, aliás, isso já vem acontecendo há tempos com determinações saindo diretamente do Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta sexta-feira, 05, a caneta do ministro Gilmar Mendes entrou em ação novamente e mandou soltar nesta Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e, para não parecer pouco também os outros sete presos na Operação Integração II, como foi batizada a 55ª fase da Operação Lava Jato.

Veja quem foi solto:

Pepe Richa
Elias Abdo
Ivano Abdo
Evandro Couto Vianna
Cláudio José Machado Soares
José Julião Terbay Jr.
José Camilo Teixeira Carvalho
Ruy Sérgio Giublin

Com os mesmo argumentos utilizados na soltura de Beto Richa na Operação Rádio Patrulha, que apura crimes em licitações para a recuperação de estradas rurais no Paraná, o ministro voltou a "analisar" que os fatos e provas apresentados são "insuscetíveis de ensejar a prisão provisória do reclamante".

"[A decisão] descumpriu a ordem proferida, tendo decretado a prisão preventiva do reclamante [Pepe Richa] e demais investigados com base nos mesmos fatos e vícios anteriormente expungidos, inclusive a partir do compartilhamento de dados obtidos perante a 13ª Vara Criminal de Curitiba, que proferiu a decisão anteriormente cassada", explicou o ministro.

Os presos - com exceção de José Camilo Teixiera Carvalho - estão no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para onde foram transferidos nesta sexta-feira (5).

A 55ª fase investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná, no chamado Anel da Integração.

A ação foi deflagrada no final do mês de setembro e prendeu investigados no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as investigações apontaram que eram mantidos dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas. Em um deles, de acordo com o MPF, foram identificados pagamentos mensais de propina em torno de R$ 240 mil, no ano de 2010

Sandro Araújo