Discursos de Ciro Gomes não passaram de #FAKE NEWS: aliança com PT é quase que certa

O candidato do PDT à Presidência da República derrotado no primeiro turno Ciro Gomes já sinalizou a interlocutores de Fernando Haddad que aceita se integrar à campanha do petista, mas aguardará a decisão oficial do PDT antes de bater o martelo. A campanha de Haddad espera que Ciro tome uma decisão até sexta-feira (12). discurso

O que os eleitores não podem esquecer e estamos aqui para lembrar, é que durante toda a campanha Ciro "bateu" fortemente no PT. Nas vésperas do início oficial da campanha, Ciro Gomes atacou Lula e especialmente o PT com agressividade, numa entrevista ao jornal Valor Econômico, da família Marinho. Segundo ele, "a burocracia do PT, menos o Lula, não está preocupada com o Brasil". Segundo Ciro, a "burocracia" preocupa-se apenas "em manter a hegemonia no campo progressista no país. E para eles, qualquer negócio vale". Mais adiante, disse que "a prática do PT não tem nada a ver com esquerda", acusou o partido de "caudilhismo exacerbado", que o partido não teria "limites de nenhuma natureza". Acusou ainda Lula por ter abraçado Renan Calheiros na caravana em Alagoas e de ser o chefe do líder do PR, Valdemar Costa Neto, a quem teria orientado a não apoiar sua candidatura, fazendo naufragar seu acordo com o centrão.

Será que agora o PT "presta" para Ciro?

Nesta terça-feira (9), Haddad se reúne com governadores eleitos, para decidir como cada um vai participar da campanha e coordenar trabalhos em seus estados. Principalmente os aliados do PcdoB e do PSB. Haddad pediu a emissários que fossem ao Espírito Santo, em busca do apoio de Paulo Hartung e Renato Casagrande.

Mas, atualmente, o principal problema de Haddad são os palanques em São Paulo e no Rio de Janeiro. O candidato presidencial do PT quer convencer Eduardo Paes (DEM) e Márcio França (PSB) a apoiarem sua campanha, mas o antipetismo nos dois estados é o grande obstáculo para Haddad.

Pessoalmente, Haddad tem ótima relação com Paes e França mas, como diz um aliado de Haddad, "o PT é o PT" e Jair Bolsonaro tem alta votação nestas duas bases eleitorais. A principal aposta de Haddad é França, uma vez que os canais com o PSB estão mais abertos.

Sandro Araújo