Suposta mãe de bebê abandonada em CF presta depoimento no fórum de São Gonçalo

A suposta mãe da criança sofre de transtornos mentais, e fugiu de Vitória da Conquista pegando carona com caminhoneiros até Conceição da Feira, onde pretendia encontrar "cura espiritual".

Na manhã desta terça-feira, 11, estiveram no Fórum Ministro João Mendes, em São Gonçalo dos Campos, a senhora Maria da Penha Dias Vieira, e sua filha Nilda Vieira Dias Santos, suposta mãe do bebê abandonado na cidade de Conceição da Feira, no recôncavo baiano, no dia 14 de agosto deste ano.

As supostas mãe e avó da criança abandonada em um matagal foram localizadas pela polícia civil de Conceição da Feira. Segundo o Dr. João Batista Bonfim Dantas, juiz da vara crime da comarca de ambas as cidades, as mulheres, moradoras da cidade de Vitória (ES), foram ouvidas pela delegada, Karina Alves, nesta segunda-feira, 10, na Delegacia Territorial de CF. Hoje, durante depoimento ao juiz, a suposta avó da criança relatou que sua filha sofre de transtornos mentais, e, teria vindo parar em CF após um momento de desatino. A suposta mãe "disse que pegou carona de caminhoneiros e chegou até Conceição da Feira em busca de uma cura espiritual para seu problema de saúde. Na cidade, sentiu as dores do parto e deu à luz no fundo de um galpão."

Ainda segundo o juiz, Nilda Santos, que tem 39 anos, é acompanhada pelo (CAPS) de sua cidade, já tem um filho de 17 anos que é criado pela avó, e sendo interditada tem a Srª Maria da Penha [mãe] como responsável.

OUÇA O JUIZ



Após o depoimento também foi coletado o material genético da suposta mãe e da criança para a realização de exame de DNA, onde apesar de todos os favoráveis indícios, a justiça terá provas concretas se realmente Nilda Vieira é a mãe da criança.
Para relembrar o caso, a criança foi encontrada por um homem que passava pelo local do abandono, Rua Nova, por volta das 2h da madrugada do dia 14 de agosto, após ouvir um barulho estranho. Ao verificar do que se tratava, acabou reconhecendo o barulho como um choro de criança, e em seguida entrou em contato com Cicom. No local, os policiais encontraram o bebê do sexo feminino, no chão, em meio ao mato e ainda com o cordão umbilical. A pequena Alice, como passou a ser chamada, está com uma família provisória em São Gonçalo.

Por Sandro Araújo

Sandro Araújo