Confira os principais destaques do segundo debate na TV com os presidenciáveis

Durante campanha eleitoral, os presidenciáveis ainda devem participar de mais seis debates promovidos por TVs, rádios e plataformas online. 

No segundo debate entre os candidatos para a corrida presidencial, promovido pela RedeTV, oito presidenciáveis responderam a perguntas da população sobre educação, segurança e geração de empregos. O primeiro bloco foi destinado questionamentos dos eleitores aos candidatos.

Primeiro a falar, o candidato Henrique Meirelles, do MDB, respondeu a um cidadão sobre a crise no setor de Construção Civil, dizendo que a melhor solução para o problema é uma política econômica correta. Meirelles lembrou sua liderança de oito anos no Banco Central durante o governo Lula, além da recente experiência como ministro da Fazenda e, por isso, disse ter as qualidades necessárias para reaquecer o setor.

“Eu preciso de mais tempo, agora, como candidato a presidente da República para que o Brasil todo cresça. A Construção Civil também vai crescer porque mais pessoas tendo emprego, as empresas crescendo vão demandar instalações, as pessoas vão poder comprar novas casas e constituir novas residências”.

Já o candidato pela terceira vez à República, Gerado Alckmin, do PSDB, afirmou no debate que deve priorizar, em um eventual governo, um conjunto de medidas para simplificação tributária e oferecer melhorias para o setor do agronegócio.

“Então você que paga cinco impostos, vai pagar um só, que é o IVA. O alimento acumula quase 33% de impostos, então simplificação tributária. E no caso do agronegócio é necessário investir em infraestrutura”.

Ciro Gomes, candidato pelo PDT, apresentou propostas para tirar os mais 13 milhões de brasileiros do desemprego. Segundo ele, o Brasil precisa mudar.

“Por isso eu passei os últimos dois anos organizando um projeto nacional de desenvolvimento que consulta os melhores da inteligência brasileira que tem respostas praticas para tudo isso. E um desses capítulos é a mudança na legislação que permita ao Brasil ser mais eficaz”.

Pressionado por adversários, o deputado Jair Bolsonaro, do PSL, hesitou sobre temas relacionados a economia e mulheres. No terceiro bloco, ele e Marina trocaram farpas quando a candidata criticou o militar sobre comentários sobre diferenças salariais entre homens e mulheres. E Bolsonaro afirmou que defende, sim, o porte de armas para uma mulher, caso ela queria. Quando questionado sobre a corrupção, Bolsonaro afirmou que só existe uma saída para combater o problema.

“Só há uma maneira de combater a corrupção no Brasil. Elegemos um presidente de forma isenta, que não negocia ministérios, estatais e bancos públicos porque é ai que esta o foco da corrupção que tem levado o Estado a sua ineficiência”.

No quarto e último bloco, os candidatos tiveram 45 segundos para considerações finais. Outros quatro postulantes ao Planalto também participaram do debate: Marina Silva, Álvaro Dias, Cabo Daciolo e Guilherme Boulos. Durante campanha eleitoral, os presidenciáveis ainda devem participar de mais seis debates promovidos por TVs, rádios e plataformas online.

Reportagem, Juliana Gonçalves

Sandro Araújo