Doenças erradicadas voltam a assustar a população

No final do ano passado, o Brasil viveu um período de medo com um surto de febre amarela. A doença, que já era considerada erradicada no país, vitimou mais de 100 pessoas apenas em terras brasileiras, fora aquelas que contraíram a doença e conseguiram se curar.

Agora, um surto de sarampo, outra doença também erradicada no Brasil, volta a assustar a população. Os estados de Roraima e Amazonas já estão em estado de alerta e também existem casos confirmados em São Paulo, Rondônia e Rio Grande do Sul.

O maior responsável pela volta dessas doenças é a queda brusca na taxa de vacinação, queda essa que pode ser atribuída a dois fatores: ironicamente, o sucesso das campanhas de vacinação anteriores que tornaram possível a erradicação das doenças, criaram a sensação de que a vacinação era desnecessária. Além disso, existe uma grande circulação de fake news acerca dos malefícios das vacinas, algo sem fundamento ou base científica.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal brasileira já chegou a atingir 80% da população, algo surpreendente se comparado aos países Europeus e Estados Unidos, que atingem taxas entre 30% e 40%. Hoje, a vacina contra poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, está abaixo dos 50%.

Uma imunização eficiente se dá pelo conceito de “vacinação de rebanho”, sendo assim, quanto maior o número de vacinados, menor a incidência de doenças. Se os pais decidem não vacinar seus filhos, essa criança está mais propícia a contrair doenças e contaminar outros que por razões específicas não puderam ser imunizados.

A melhor maneira de erradicar todas essas doenças é aderir às campanhas de vacinação, não apenas quando já existe uma epidemia, a vacina é um importante meio de prevenção para adultos e crianças.


Realização: Planos de Saúde
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Sandro Araújo