Após entrevista, José Ronaldo rebate críticas de Rui Costa

O pré-candidato ao governo do estado pelo Democratas, José Ronaldo, não gostou nem um pouco das declarações do governado Rui Costa durante uma entrevista concedida por ele à Rádio Metrópole. Na ocasião, Costa fez críticas ao "não funcionamento do Samu regional" e disse que o Estado tem mais alunos matriculados no ensino fundamental que o município de Feira de Santana.

Para o ex-prefeito de Feira de Santana, o governador do PT agiu de má fé ao alegar que a cidade, a maior da região, teria se negado a assumir a coordenação do Serviço de Atendimento Médico de urgência. “O Samu de Feira de Santana iniciou suas atividades em setembro de 2004. O serviço sempre foi um desejo da região, mas algumas prefeituras não aderiram alegando falta de recursos. Apenas Irará e Conceição do Jacuípe implementaram o sistema juntamente com Feira”.

Ronaldo afirmou que os demais municípios não aderiram ao processo de regionalização por “questões de financiamento inerentes a cada base descentralizada”. “Feira de Santana, como sede do Samu regional com a Central de Regulação de Urgência, sempre articulou esse processo e mantém diálogo contínuo com gestores e equipe técnica regional na perspectiva de orientar e ampliar a regionalização das urgências na microrregional”.

Educação

O ex-prefeito de Feira rebateu também a declaração do governador do PT com relação ao número de alunos inscritos no Ensino Fundamental em Salvador e Feira de Santana. “Rui quer insinuar que o governo tem mais alunos matriculados, como se fosse uma disputa entre governo e prefeitura. Historicamente, há mais de 40 anos, o governo estadual mantém em vários municípios da Bahia parte do ensino fundamental II”.

Ainda segundo José Ronaldo, o governo do PT quer encontrar falhas onde não existe. “Não existe rivalidade nisso. Ao contrário, o estado recebe recursos do Fundeb para esse propósito. É muito importante que ambos invistam na educação. Feira sempre investiu bem acima do mínimo exigido pela Constituição. O estado tem que cumprir suas obrigações construindo escolas. No atual governo praticamente não houve construção de novas escolas. Ao longo do tempo, muitas vagas foram sendo municipalizadas”. BN

Sandro Araújo