Operação da PM frustra o fabrico de mais de 500 espadas em São Gonçalo, Feira e Muritiba

Mesmo com a proibição de fogos de artifícios conhecidos como espadas, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro, algumas pessoas neste período ainda tentam brincar com os artefatos, que para o Ministério Público Estadual é considerado muito perigoso.

Para prevenir comercialização e o uso das espadas, o major PM Garcia, comandante da 67ª Companhia Independente, deu início na semana passada, terça-feira (21), no município de São Gonçalo dos Campos, na diligência preventiva, a fim de identificar possíveis utilizações do material. A operação teve o comando do tenente PM Laerte, da guarnição Agreste 21.
Através de denúncia, os policiais conseguiram identificar uma fábrica clandestina, no bairro José Sarney, onde foram apreendidos 97 bambus enrolados com barbantes (material que produziria aproximadamente, 194 espadas), cinco quilos de limalha de ferro, um rolo de corda tipo barbante, um quilo de carvão, um quilo de parafina, 200 gramas de breu, uma faca, dois pedaços de cera.

Todo material apreendido, juntamente com dois acusados, foram encaminhados à delegacia. A dupla foi flagrada no fabrico das espadas.

Além da 67ª, outra operação das guarnições 27ª e 65ª CIPM apreenderam mais de 160 espadas no último domingo (24) nas cidades de Muritiba, no Recôncavo, e em Feira de Santana.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), a primeira apreensão ocorreu na localidade de São José, zona rural de Muritiba. Uma denúncia anônima levou policiais militares até uma casa abandonada onde foram encontradas 152 espadas. Após a apreensão, o material foi encaminhado para a 27ª CIPM.

Em Feira de Santana, a apreensão ocorreu no distrito de Bonfim de Feira. Outra denúncia fez com que os PMs fossem até um imóvel. No local, foram apreendidos 62 espadas já prontas, 53 tubos, oito quilos de pólvora, pilão, uma faca, barbantes e bacias.

CPRL
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Sandro Araújo