Mercado financeiro prevê alta na inflação para 2018

Em relação ao PIB, que é a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, os economistas reduziram a previsão de crescimento de 2,37% para 2,18% 

A previsão é de inflação mais alta para 2018. Essa é a avaliação dos analistas do mercado financeiro, que elevaram a expectativa para o indicador. A análise consta no boletim Focus, relatório divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central.

Na semana retrasada, o mercado estimava uma inflação de 3,60% para este ano. Já na última semana, a expectativa para a taxa atingiu 3,65%.

Apesar do resultado do último balanço, o percentual estimado continua abaixo de 4,5% - meta para a inflação que precisa ser perseguida pelo Banco Central. Além disso, o resultado está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, entre 3% e 6%.

Para 2019, a expectativa dos analistas também é de alta para a inflação. A estimativa subiu de 4% para 4,01%. A meta central é de 4,25%, enquanto o intervalo de tolerância do sistema vai de 2,75% a 5,75%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, os economistas reduziram a previsão de crescimento de 2,37% para 2,18%. O resultado representa a quinta queda consecutiva do indicador.

Já a taxa básica de juros da economia, a Selic, continua estimada em 6,50% ao ano. Os analistas acreditam que a taxa permaneça no atual patamar até o fechamento deste ano. Para o fim do ano que vem, a estimativa para a Selic ainda está em 8% ao ano.

Reportagem, Marquezan Araújo
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Sandro Araújo