Caminhoneiros autônomos iniciam semana com paralisação no Porto de Salvador

Na manhã desta segunda-feira (14), um grupo de caminhoneiros autônomos fizeram um protesto no Porto de Salvador. Segundo informações, eles paralisaram as atividades por tempo indeterminado e pedem reajuste de 30% no valor do frete.

Além disso, a categoria ainda solicita o prazo imediato para pagamento e melhorias nas condições de carga e descarga. Os caminhoneiros cobram melhores condições de espera. Segundo eles, banheiros sujos e sem manutenção e falta de local para aguardar a chamada, fazem parte da rotina diária.

Um dos integrantes do movimento, Átila Matias, falou para a nossa reportagem sobre a pauta reivindicatória.

"Primeira; aumento do frete em 30%. O óleo diesel subiu quase 45% depois da última greve de março de 2015 e não houve nenhum reajuste. Pelo contrário. Teve baixa.

Segunda; prazo de pagamento. Existe um órgão nacional que nos rege e diz que o frete tem que ser pago no ato, no mínimo, 70% do valor total do frete e os 30% restante na entrega dos canhotos das notas fiscais.

Terceira; é condições de carga e descarga no porto. Sugestão de melhoria na logística. Que poderíamos descarregar e carregar no mesmo agendamento pois temos que pegar duas filas pra entrar no porto. Toda vez tem que dar entrada na placa e fazer um crachá (que poderia ser fixo, nos poderíamos ter um crachá de acesso livre a codeba já que estamos todos os dias no porto)

Quarta; melhorias nas condições de espera. Banheiros sujos e sem manutenção, não tem lugar pra esperar e aguardar a chamada. Se ficarmos nos caminhões aguardando, não ouviremos pois o auto falante não dar pra escutar de longe. Também não existe uma área coberta pra aguardar ser chamado. Não tem infraestrutura de apoio ao motorista. Os portões foram fechados e não podemos sair do porto para fazermos refeição e termos opções para isso. Essas são as nossas principais reivindicações," disse o caminhoneiro Átila Matias.

A paralisação continua 

De acordo com informações do movimento, teve uma reunião ontem, 14, com diretores da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), representantes dos armadores e representantes da categoria. Nessa reunião foi solicitado um prazo de dez dias para que os caminhoneiros voltassem às atividades e que fosse processado e analisado o reajuste. Mas o prazo foi negado.

Por Sandro Araújo

Sandro Araújo