São Gonçalo reativa Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose

A prefeitura de São Gonçalo dos Campos, através da Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio da Vigilância Epidemiológica, reativou o Programa de Vigilância e Controle da Esquistossomose (PVCE) na cidade. O serviço estava parado desde o ano de 2014. Atualmente, 9 localidades estão sendo monitoradas. O trabalho de coleta e leitura de lâminas para diagnóstico de esquistossomose, está sendo realizado por 3 Agentes Comunitários de Endemias (ACE) que realizam uma média de 30 a 50 exames por dia.

De acordo com Fabiana Porto Silva, coordenadora da Vigilância Epidemiológica,
os exames são coletados nas localidades e realizados no laboratório montado na Unidade de Saúde da Lavanderia. “Inicialmente estamos fazendo em algumas localidades e depois vamos expandir para demanda espontânea. São Gonçalo é área endêmica para esquistossomose, daí a importância de retomarmos este programa. Após diagnóstico o tratamento é realizado nas unidades do Programa Saúde da Família”, garantiu Fabiana.

Para Jaqueline Porto, o retorno do programa é um grande avanço para o município. “O prefeito Carlos Germano sempre foi um homem preocupado com a saúde da população e assim que tomou conhecimento do problema cobrou o retorno do controle e prevenção da doença na cidade. Nós sabemos que o controle de verminoses depende dos hábitos, por isso que o objetivo do trabalho também é fazer com que a comunidade mude de comportamento. Acreditamos que após esta ação dos Agentes de Endemias, os índices das verminoses diminuam bastante na cidade”, disse Jaqueline.

DOENÇA – A esquistossomose é uma doença que leva a problemas de saúde crônica. A infecção é adquirida quando as pessoas entram em contato com água doce que está infectada com as formas larvais de parasitas da espécie Schistosoma. Os vermes adultos microscópicos vivem nas veias de drenagem do trato urinário e dos intestinos. A maioria de seus ovos fica presa nos tecidos e reação do corpo a eles pode causar grandes danos à saúde. Com isso, dentro de algumas semanas, os vermes crescem no interior dos vasos sanguíneos do corpo e produzem ovos. Alguns desses ovos viajam para a bexiga ou intestinos e são passados para a urina ou fezes. A melhor forma de combate é a erradicação dos caramujos hospedeiros intermediários da doença, além da proteção dos pés e pernas com botas de borracha com solado antiderrapante, evitar banho de rio, lavar roupa ou pescar em águas que tenham a presença do caramujo. O tratamento é feito com antiparasitários fornecido pelo Estado e é feito em dose única.

FONTE: ASCOM/PMSGC

Sandro Araújo