Municipalização é avanço: São Gonçalo sofre com trânsito caótico

Motivo de muitas reclamações e transtornos tanto para quem trafega com veículo quanto a pé, o trânsito de São Gonçalo dos Campos, Bahia, município com 37.554 habitantes, situado na Região Metropolitana de Feira de Santana, distante dela 17km, já passou mais que da hora de ter seu trânsito municipalizado.
O motorista desse carro prata foi flagrado batendo papo com o motorista do carro ao lado, e os outros motoristas tiveram que esperar até terminarem. Foto: Sandro Araújo, dia 25/04/18 - Praça JJ Seabra.

No município, as pessoas e diversos veículos motorizados ou não trafegam da forma que querem, não existe mão e contramão, horário de carga e descarga, estacionam em qualquer lugar, motoristas param para bater papo no meio da rua e travam o fluxo de veículos, sendo que alguns até se acham no direito de fazer compras sem sair do veículo. Simplesmente param no meio da rua e gritam o vendedor, que leva até o motorista o produto solicitado. Absurdo!

Apesar de constar no Plano Diretor do município, criado pelo falecido e ex-prefeito José Carlos de Lacerda, nenhuma gestão além da sua tratou deste tema como primordial para a cidade.

Na Câmara Municipal, existe uma indicação do dia 27 de março de 2018 do Vereador Josué de Oliveira, Joca, presidente, solicitando que o executivo trate da municipalização do trânsito, uma ação de inteira responsabilidade do gestor municipal.

“Sensível às dificuldades de organização do trânsito da nossa cidade, fiz mais uma indicação ao executivo referente à municipalização do trânsito, com o objetivo de organizar, dar mais fluidez e, consequentemente, dar mais segurança aos condutores e aos pedestres.”, ressaltou o vereador.

O CTB, entre muitas inovações, introduziu o conceito da municipalização do trânsito, ou seja, a integração do município ao Sistema Nacional de Trânsito (SNT). Dessa forma, os Municípios adquirem a responsabilidade sobre o trânsito da cidade, através da criação de Órgãos Executivos Municipais de Trânsito.

As prefeituras tornam-se responsáveis pelo planejamento, projeto, operação, fiscalização e educação de trânsito, não apenas no perímetro urbano, mas também nas estradas municipais. Assumem as questões relacionadas ao pedestre, à circulação, ao estacionamento, à parada de veículos e à implantação da sinalização, atendendo de forma direta as necessidades da comunidade. Por menor que seja a cidade, deve ser feito tratamento especial para a circulação segura dos pedestres, ciclistas ou carroças. O trânsito não é feito só de automóveis ou caminhões.

Com a criação de um órgão de trânsito no município, há geração de empregos, recolhimento de impostos e o mais importante, que é o cuidado com a vida dos cidadãos.

Por Sandro Araújo

Sandro Araújo