Brasil precisa de reformas para voltar a crescer, afirma diretora do FMI

Segundo Christine Lagarde, “o Brasil voltou a crescer, mas ainda é preciso tornar mais atrativa a realidade econômica no país” 

Diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde
Não é novidade para ninguém que o governo de Michel Temer trata as reformas econômicas como prioridade número um. Como 2018 é ano eleitoral, propostas como as que alteram as leis previdenciárias e tributárias ainda seguem paradas no Congresso. E isso é motivo de preocupação para os investidores internacionais.

Nesta quinta (19), a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, afirmou que o Brasil voltou a crescer, mas que ainda é preciso tornar mais atrativa a realidade econômica no país. Segundo ela, o crescimento “é provável consequência de algumas das reformas-chave que foram levadas adiante, mas não todas ainda, ainda há mais por vir”.

Segundo ela, dado o ônus da dívida no país, “é tempo de fazer uma consolidação fiscal inteligente, gradual ao longo do tempo, e que ao mesmo tempo continue a encorajar o processo de crescimento que está acontecendo no Brasil”.

Na terça (17), o FMI elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2,3% em 2018, e 2,5% em 2019. As projeções representam 0,4 pontos percentuais a mais em relação ao último relatório, publicado em janeiro. Segundo o fundo, os números foram impulsionados pelo aumento do investimento e do consumo privado no país. No relatório Panorama da Economia Mundial, que apresenta os dados, a instituição recomenda que o Brasil leve adiante a reforma da Previdência.

Reportagem, Tácido Rodrigues
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Sandro Araújo