Quatro dias antes de ser assassinada, Marielle Franco compartilhou denúncia contra ação de PMs

À frente de diversas causas em defesa de minorias, a vereadora Marielle Franco, morta na noite desta quarta-feira, vinha denunciando o que classificava como truculência e violência da Polícia Militar em operações na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio, nos últimos dias.
Marielle Franco, vereadora do PSOL, na Câmara do Rio em foto de 2017 (Foto: Renan Olaz/Câmara do Rio)

No sábado, ela compartilhou em seu perfil no Facebook o relato de que policiais do 41º Batalhão da PM do Rio estariam aterrorizando moradores da comunidade.

"Precisamos gritar para que todos saibam o está acontecendo em Acari nesse momento (...) Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior", denunciou Marielle pedindo que a imagem postada pelo Coletivo Papo Reto fosse compartilhada por todos.

No mesmo dia, ela postou a notícia do coletivo Fala Akari que também informava que policiais do 41º BPM entraram na favela atirando com três caveirões, por volta das 6 da manhã de sábado. E protestou: "CHEGA de esculachar a população. CHEGA de matar nossos jovens".

Marielle Franco questionava a situação da segurança pública do estado e recentes casos de violência na cidade do Rio. No Twitter, quando comentava a morte de mais um jovem no Rio, a vereadora publicou: Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe? (G1)

Sandro Araújo