Targino Machado volta a criticar o Governo citando problemas com a seca em São Gonçalo

Nessa segunda-feira (05), o Deputado Estadual Targino Machado (PPS), voltou a se pronunciar de forma dura contra o Governo do Estado durante sessão na Assembleia Legislativa (ALBA). Targino começou com segurança pública, falando sobre os dados negativos de 2017, a falta de investimentos nessa mesma área em São Gonçalo dos Campos, sua denúncia contra o diretor do Depin, Ricardo Esteves Brito, resultando em seu afastamento, e agora, a abertura do procedimento de investigação pelo Ministério Público Estadual (MP-BA) contra o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho, acusado de praticar atos de improbidade administrativa. O deputado também citou a seca na zona rural de São Gonçalo e, segundo ele, suas tentativas de resolver o problema em algumas localidades.


De acordo com a assessoria de Targino Machado, através de nota encaminhada à imprensa, no ano de 2017, 81 agências bancárias foram atacadas na Bahia. Também no ano passado, cinco policiais civis e 15 policiais militares foram assassinados no Estado.

Na nota o deputado afirma que "em nenhum sepultamento desses 20 policiais o governador e o secretário de Segurança Pública compareceram. Já no velório de um dirigente do MST, o chefe do Executivo fez questão de comparecer. O MST que é um movimento citado em tantas ilicitudes."

Em seguida fala sobre suas denúncias: "O diretor do Depin, Ricardo Esteves Brito foi afastado no ano passado, após minhas denúncias de corrupção." 

Targino denunciou, na Casa Legislativa, que o diretor do Depin cometeu em 2014, em Feira de Santana, quando atuava como delegado coordenador de polícia. Ricardo Brito teria “prevaricado” e cometido “peculato” após ficar com R$13.298,00 apreendidos em uma ação da polícia. À época, Targino cobrou um posicionamento do governador e do secretário de Segurança Pública: “E aí, governador Rui Costa, vossa excelência aprovou este ato cometido pelo diretor do Depin ou está com medo de demiti-lo? Recomendo ao secretário de Segurança Pública e à vossa excelência que, por cautela, mandem investigar todos os atos do Depin.”

E os casos envolvendo autoridades da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP) parecem tomar proporções maiores, pois no Diário Oficial da Justiça (SSP) dessa segunda-feira (05), foi publicado que o Ministério Público (MP-BA) abriu um procedimento de investigação preliminar (que antecede o inquérito civil) contra o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito Filho, após denúncias da Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado da Bahia (Adpeb/Sindicato).
Bernardino Brito Filho
Bernardino Filho, que assumiu o posto em fevereiro de 2015, é suspeito de praticar atos de improbidade administrativa. Segundo o presidente Adpeb, Fabio Lordello, o delegado-geral fez “constantes remoções injustificadas”.
Maurício Barbosa
Também no dia de ontem (05), de acordo com a Coluna Satélite, as especulações sobre a saída do chefe da SSP, Maurício Barbosa, começaram a circular com mais força, após à tensão desencadeada no Palácio de Ondina pelo discurso do prefeito ACM Neto (DEM) na reabertura dos trabalhos na Câmara de Vereadores, marcado por fortes críticas à Segurança Pública. Ao mesmo tempo, o conteúdo de uma nova auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na SSP deve criar mais embaraços a Maurício Barbosa. O relatório da área técnica do TCE, concluído no último dia 29 de dezembro, cita indícios de superfaturamento em um contrato do Centro de Operações e Inteligência (COI).

Por Sandro Araújo

Sandro Araújo