Indicador de tentativas de fraude encerra 2017 com o maior resultado dos últimos três anos

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude, o Brasil encerrou 2017 com 1,964 milhão de tentativas, representando alta de 8,2% em relação a 2016 e o maior resultado desde 2015, veja tabela abaixo. Isso significa uma tentativa de fraude a cada 16 segundos. Em dezembro de 2017 (150.482 mil tentativas), na comparação com novembro do mesmo ano (156.469), o índice teve queda de 3,8%. A relação com dezembro de 2016 (159.277) também caiu 5,5%.
Segundo os economistas da Serasa Experian, com o mercado de crédito mais aquecido, é possível que os golpistas estejam mais incentivados a aplicar fraudes, já que momentos de maior fluxo de pessoas podem ser considerado como ambiente propício pelos fraudadores. De acordo com o Indicador Serasa Experian de Demanda do Consumidor por Crédito, a quantidade de pessoas que buscou crédito em 2017 cresceu 4,9%, tendo seu melhor resultado dos últimos seis anos e o quarto melhor de toda a série histórica iniciada em 2008.

Qual o alvo preferido dos golpistas?

O segmento mais afetado em 2017 foi o de telefonia, sendo responsável por 36,5% do total, com 716.869 tentativas. Neste tipo de golpe, dados de consumidores são utilizados por criminosos para abertura de contas de celulares ou compra de aparelhos, por exemplo.

Caso a fraude no segmento de telefonia seja bem sucedida, funciona como uma “porta de entrada” para os fraudadores aplicarem golpes de maior valor em outros setores da economia. Os golpistas costumam comprar telefones para ganharem um comprovante de residência e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

O setor de Serviços vem na sequência no ranking de segmentos com mais tentativas de fraude identificadas no ano passado (628.249), representando 32,0% do total. Em terceiro lugar estão os bancos e financeiras com 23,6% de participação e 462.777 tentativas. O quarto setor mais afetado pelas tentativas foi o Varejo, com 125.254 tentativas e participação de 6,4%. Os demais segmentos representaram 1,5% do total. Veja mais detalhes na tabela abaixo:

Principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador:

ü Compra de celulares com documentos falsos ou roubados;

ü Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;

ü Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima;

ü Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio;

ü Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima;

ü Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

Dicas dos especialistas da Serasa para evitar fraudes durante o Carnaval

A fraude de identidade acontece quando dados pessoais de um consumidor são usados por terceiros para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito sem a intenção de honrar os pagamentos. De acordo com estudos da Serasa, basta perder um documento pessoal para dobrar a probabilidade de o cidadão ser vítima de um golpe.

Com a proximidade do Carnaval, é preciso ficar atento. Para se prevenir, quem tiver um documento extraviado, deve cadastrar um alerta gratuito na Serasa pelo link: www.serasaconsumidor.com.br/documentos-perdidos-roubados/ , além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). O registro ajuda a reduzir o risco e evitar a dor de cabeça de ter dados pessoais utilizados por fraudadores.

Com o alerta, o SerasaConsumidor consegue avisar às empresas que consultam seus produtos sobre a perda ou roubo do documento quando este for utilizado para abertura de conta em bancos, compra de bens e serviços, pagamentos etc. Assim, antes de efetuar a compra, por exemplo, estas empresas poderão tomar algumas atitudes preventivas, como solicitar outros tipos de documentos para comprovar a identidade, por exemplo.

Outras ações podem ajudar o consumidor a se proteger das fraudes. Veja 13 dicas abaixo:

No mundo físico:

1. Não saia de casa com todos os documentos originais;

2. Se for para algum lugar que não solicita documento original, procure ir com uma cópia simples ou autenticada;

3. Procure guardar documentos, cartões e cheques no bolso da frente da calça ou em algum lugar escondido dentro da bolsa;

4. Não perca de vista seus documentos de identificação quando solicitados. Do mesmo modo, não deixe que atendentes de lojas e outros estabelecimentos levem seus cartões bancários para longe de sua presença sob a desculpa de efetuar o pagamento;

5. Tome cuidado ao digitar a senha do cartão de débito/crédito na hora de realizar pagamentos, principalmente na presença de desconhecidos;

6. Não informe os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas.

No mundo virtual:

7. Ao ingressar em um site, verifique se possui certificado de segurança. Para isso, basta checar se o http do endereço vem acompanhado de um “s” no final (https). Há ainda certificados que ativam um destaque em verde na barra do navegador;

8. Não faça cadastros em sites que não sejam de confiança;

9. Tenha cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou produtos por preços muito inferiores ao mercado;

10. Não compartilhe dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passarem por você;

11. Mantenha atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;

12. Evite realizar qualquer tipo de transação financeira utilizando computadores conectados em redes públicas de Internet;

13. Ao usar computadores compartilhados, verifique se fez o log off das suas contas (e-mail, internet banking etc.).
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Sandro Araújo