Estudantes universitários lotam a Câmara Municipal em protesto

Na manhã dessa terça-feira (20), estudantes universitários foram até a Câmara Municipal de São Gonçalo dos Campos em protesto contra a suspensão do transporte estudantil. 

Reunião dos estudantes com legislativo e representantes do governo
 Os estudantes lotaram o plenário e seguravam cartazes com dizeres “O filho do pobre quer estudar” e “Educação não é um gasto, é investimento!”. Não houve inscrição para a tribuna popular. O protesto aconteceu de maneira organizada e pacífica.

Após seis idas à prefeitura e sem obter respostas, os estudantes começaram suas reivindicações. Na noite da segunda-feira (19), foi realizado um protesto e algumas vias foram interditadas nesse horário. Não houve agressão ou qualquer tipo de baderna. O grupo movimentou-se pelo centro da cidade com alguns gritos “Queremos estudar! Sem transporte não dá!”, “O estudante é liso! Liso, liso, liso!”. O termo “liso” foi usado pelo atual gestor durante sua campanha eleitoral quando mostrou sensibilidade por estar na mesma condição do povo. É importante salientar que o movimento dos estudantes não tem nenhum vínculo partidário e o seu objetivo é apenas ter o transporte como via de acesso para estudar.
Estudantes universitários em protesto na Câmara Municipal
 Até o momento, os estudantes não obtiveram nenhuma resposta concreta, mas, o protesto feito na Câmara resultou na viabilização do debate entre o legislativo, representantes do governo e os estudantes para tentar resolver essa urgência e uma reunião com o prefeito foi marcada para esta sexta-feira (23). Segundo o secretário de planejamento e administração, Vitoriano Francisco, o governo estar perdendo receitas e devido essa perda na arrecadação, o município está com dificuldades para deixar o transporte funcionando. Porém, é necessário frisar como um estudante abordou nessa reunião “Que quem tem fome, tem fome hoje e quer comer hoje, não pode saciar sua fome amanhã”. Vários estudantes estão sendo prejudicados, alguns correm o risco de perder o semestre, outros correm o risco de nem poder começar pela falta de recursos para custear o transporte.

Por Sandro Araújo / Redação: Danielly Freitas
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Sandro Araújo