Contratação de crédito em 7 meses alcança R$ 85 bilhões em alta de 14%

Empréstimos são voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento efetuados entre julho do ano passado e janeiro deste ano

Grandes e médios produtores rurais tomaram R$ 85 bilhões em empréstimos por meio do crédito oficial na atual temporada agrícola 2017/2018. O montante referente a financiamentos de custeio, comercialização, industrialização e investimento de julho/2017 a janeiro/2018 representa aumento de 14% em relação ao que foi financiado em igual período da safra anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões.

De acordo com o diretor de Crédito e Estudos Econômicos, Wilson Vaz de Araújo, o aumento observado de 39% nos financiamentos de comercialização – R$ 4,4 bilhões - deve-se, especialmente, a preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que leva produtores a estocarem produtos, aguardando melhor oportunidade de comercialização. Nesse quesito, os destaques foram o milho, café, arroz e leite.

O crédito de investimento somou R$ 17 bilhões. Dentro dos programas de financiamentos de investimento, Wilson Vaz de Araújo cita o desempenho favorável dos programas ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns), Inovagro (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária) e o Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural). “Por serem programas destinados a melhorar a infraestrutura produtiva, assim como adoção de boas práticas agropecuárias, a retomada desses investimentos implicará em ganhos de produtividade no curto e médio prazo”, observou.

As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também tiveram destaque no período, com aumento de 61% a taxas favorecidas, totalizando R$ 8,9 bilhões ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

Sandro Araújo