TSE discute como evitar a ação de fake news e suas notícias falsas nas eleições

Justiça Eleitoral analisará perfis falsos e quer combater empresas que já preparam estratégias de divulgação de fake news 

Uma das preocupações para as eleições de outubro deste ano, as chamadas notícias falsas, em inglês fake news, voltam a ser discutidas nesta segunda-feira (15) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo da Corte é tentar acabar com as informações mentirosas que são atribuídas a algum candidato para favorecer adversários durante a campanha eleitoral.

Na opinião do vice-presidente do Conselho Comercial Social do Congresso, Marcelo Cordeiro, a principal dificuldade para se combater as fake news é identificar os autores que não fazem parte do ambiente jornalístico.

“O mundo hoje está muito amplo no aspecto da informação. Então, nós temos veículos nacionais, veículos internacionais, e o que a gente vai fazer para impedir a notícia falsa? Nós vamos punir no âmbito de Brasil e vamos deixar o resto vir? As empresas de jornalismo, as televisões, as rádios têm CNPJ, qualquer um que se sentir incomodado com uma notícia que saiu a seu respeito, vai à Justiça e cobra dessa empresa. O problema é aquela que não é uma empresa jornalística e não sabe a quem vai reclamar o fake news”.

A diretora-executiva da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e representante de Empresas da Imprensa Escrita, Maria Célia Furtado, avalia que cabe ao eleitor estar atento às informações que receber.

“A educação das pessoas no sentido de checar a informação, de saber de onde a informação vem, qual é o URL daquela informação, se ela tem cara de notícia falsa, procurar outras fontes da mesma informação para comprovar a informação, se ela é real, se ela é verídica, então eu acho que há meios de se combater”.

O TSE estuda formas de punir quem publicar ou compartilhar notícias falsas nas redes sociais, uma delas prevê a retirada do conteúdo do ar. Segundo o ministro Luiz Fux, que assumirá a presidência da Corte no mês que vem, a Justiça Eleitoral também analisará perfis falsos e quer usar medidas preventivas para combater empresas que já preparam estratégias de divulgação de fake news.

Reportagem, Tácido Rodrigues
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Sandro Araújo