Incêndio na boate Kiss completa cinco anos neste sábado

Até o momento, ninguém foi responsabilizado pela Justiça

O incêndio que matou 242 pessoas e feriu mais de 600, na Boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, completa neste sábado cinco anos. Até o momento, ninguém foi responsabilizado pela Justiça.

A tragédia ocorreu por conta de um artefato pirotécnico que foi utilizado pela banda que se apresentava no local. O uso dele atingiu o revestimento acústico do teto da boate, fazendo com que o fogo se alastrasse rapidamente.

Nesta quinta-feira (25), a jornalista Daniela Arbex lançou o livro “Todo Dia a Mesma Noite”, em homenagens aos mortos no dia 27 de janeiro de 2013. Ela conta a história de familiares que perderam entes queridos, além de outras pessoas que trabalharam intensamente no episódio.

O prédio onde ficava a boate foi desapropriado no ano passado para que um memorial, em homenagem às vítimas, fosse construído. Para isto, o local deveria ser demolido. Mas, na última quarta (24), a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria protocolou um pedido para adiar a demolição do prédio. Isto porque o advogado da associação defende que o imóvel deve manter-se preservado, como prova, até o julgamento dos réus.

De qualquer forma, neste sábado (27), ocorrerá o lançamento do concurso público de projetos arquitetônicos para a construção do Memorial às Vítimas da Kiss. Ainda será aberto o período de inscrições para que arquitetos e escritórios interessados possam participar.

De acordo com a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, a expectativa é que o vencedor do concurso seja conhecido em 10 de abril e que a assinatura do contrato com vencedor seja feita em 24 do mesmo mês, quando deverá ser dado início à elaboração dos projetos executivos e de toda a tramitação burocrática junto aos órgãos competentes.

Reportagem, Cintia Moreira

Sandro Araújo