Diante de dificuldades, Temer admite que reforma da Previdência pode ficar para fevereiro

O governo federal tentará reunir até a terça-feira (19) da próxima semana os 308 votos necessários na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma da Previdência, caso contrário o a proposta só será pautada para votação em fevereiro do ano que vem, após o fim do recesso parlamentar. A informação foi confirmada pelo presidente Michel Temer, na tarde desta terça-feira (12), no Palácio do Itamaraty, após almoço com o presidente da Macedônia, Gjorge Ivanov.

“Vamos esperar a discussão. E a discussão, volto a dizer, vai sendo esclarecedora e depois, entre quinta-feira, segunda, terça se verifica. Se tiver os 308 votos, vai a voto agora. Caso contrário, se espera o retorno em fevereiro e marca-se data em fevereiro".

Temer tem buscado o máximo de apoio possível para conseguir aprovar o texto da reforma na Câmara, ainda neste ano. Por isso mesmo, o presidente aproveitou o fim da terça-feira para discutir o assunto com 150 líderes empresariais. Michel Temer tem pedido o apoio de empresários para que eles cobrem os parlamentares para votarem a favor do projeto.

No entanto, a situação para o governo segue complicada. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou o encerramento dos trabalhos legislativos para a próxima quarta-feira, dia 20. A decisão faz com que o governo tenha apenas uma semana para votar em dois turnos a matéria, tarefa considerada quase impossível. Segundo levantamento do jornal O Estado de S.Paulo, até esta terça, apenas 65 parlamentares declararam voto a favor da reforma, enquanto outros 237 já disseram ser contra a medida.

Reportagem, João Paulo Machado 

Sandro Araújo