residencial Outubro: Mês de combate à obesidade. Doença que já cresceu 60% em dez anos no Brasil - São Gonçalo Agora

Outubro: Mês de combate à obesidade. Doença que já cresceu 60% em dez anos no Brasil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Estima-se que, até 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos no mundo estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões com obesidade. Quando se trata de crianças, o número também assusta: a projeção é de que 75 milhões delas sejam obesas ao redor do planeta.

No Brasil, a obesidade cresceu 60% em dez anos. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em abril deste ano, de 2006 a 2016, a prevalência da obesidade aumentou de 11,8% para 18,9%, atingindo um em cada cinco brasileiros. Os dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico.

Segundo a pesquisa, o aumento da obesidade é um dos fatores que colaborou para o crescimento dos casos de diabetes e hipertensão. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5% em 2006 para 8,9% em 2016 e o de hipertensão de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres.

A obesidade infantil também é problema crescente no Brasil: a estimativa é de que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos de idade está com o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado. Além disso, os dados apontam que o número de jovens (entre 25 e 44 anos) com excesso de peso é grande: 17%.

Mudanças no hábito alimentar da população também impactaram nos resultados: os dados apontam uma diminuição da ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. Apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa, está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial e o aumento da prática de atividade física entre a população maior de 18 anos.
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Sandro Araújo