residencial Mãe relata punição aplicada em sua filha de 7 anos na escola Nóide Cerqueira em São Gonçalo - São Gonçalo Agora

Mãe relata punição aplicada em sua filha de 7 anos na escola Nóide Cerqueira em São Gonçalo

Dia das Crianças passou e até hoje, dia 24, a senhora Lucineide não esquece a punição que a direção da Escola Municipal Nóide Cerqueira, localizada no povoado da Tapera, em São Gonçalo dos Campos, aplicou em sua filha de apenas 7 anos de idade.

De acordo com Lucineide, que procurou a reportagem do São Gonçalo Agora dia 16/10, sua filha chegou em casa dias antes do Dia das Crianças com um bilhete, solicitando autorização dos pais para a aluna participar de um passeio a Feira de Santana, em comemoração ao Dia das Crianças. Na segunda-feira, dia 9, a menina levou o bilhete de volta para a escola, assinado pelos pais, autorizando sua participação no passeio, que seria realizado na terça-feira, dia 10. Lucineide contou ainda que a filha estava bastante alegre com a viagem, ansiosa e com planos de se divertir como nunca.

A alegria da criança foi interrompida.

Ao chegar em casa no mesmo dia, triste, a menina contou a mãe que não iria mais ao passeio da escola. Indagada, a criança contou que a diretora disse que ela e outras amigas estavam aprontando e não ririam mais. Curiosa e já preocupada com a aflição da filha, Lucineide foi a escola em busca de esclarecimentos. Segundo Lucineide, a diretora da unidade de ensino alegou que sua filha "estava no meio de um bocado de aluno fazendo zoada". Revoltada com a punição da diretora, Lucineide tentou reverter a situação argumentando que era maldade e que Dia das Crianças era uma vez no ano. Mas não teve jeito, segundo a mãe, a diretora emendou dizendo: "a senhora não gostou não? Vá para a secretaria, vá para a secretaria que lá a senhora terá a resposta.

Lucineide disse que foi a secretaria e, apesar de ter sido bem atendida, naquela altura nada mais poderia ser feito. Sua filha ficou mesmo sem poder ir ao passeio. O bilhete tinha como título " Sonho de Criança".

A menina segundo sua mãe ficou tão decepcionada, triste, que a noite não quis se alimentar direito, sentiu febre emocional e se não tivesse remédio em casa não sabe o que poderia ter acontecido.


Por Sandro Araújo
Compartilhe no Google+

Sandro Araújo