Projeto Supera oferece atendimento de saúde a mulher vítima de violência em Feira de Santana - São Gonçalo Agora

Projeto Supera oferece atendimento de saúde a mulher vítima de violência em Feira de Santana

Além do acompanhamento jurídico, mulheres vítimas de violência terão assistência à Saúde, em Feira de Santana. O atendimento será feito por uma equipe multidisciplinar da Unidade de Saúde da Família dos Eucaliptos. A ação faz parte do projeto Supera, apresentado para toda a equipe da Delegacia de Atenção à Mulher (Deam), este início de semana.

Os encontros serão mensais e as mulheres terão acompanhamento com clínico, enfermeiro, psicólogo, assistente social, nutricionista, fisioterapeuta e educador físico. Esse trabalho reforça outras ações que já são desenvolvidas por meio do Centro de Referência Municipal Maria Quitéria (CRMQ). O trabalho será feito através de atividades em grupo - denominado Grupo Renascer.

De acordo com a assistente social da Secretaria Municipal de Saúde, Alyxi Veloso, o projeto Supera foi criado com a finalidade de garantir às mulheres vítimas de violência o acesso à saúde. “Esse é um projeto inovador, que surgiu de uma visão socioeducativa. Vamos trabalhar com a autoestima delas, o físico e o emocional, para que se sintam encorajadas e empoderadas, suavizando as dores e os conflitos internos, reafirmando-as na sociedade”, explica.

Os agressores, por sua vez, também serão acompanhados com atividades mensais – Grupo Reconstruir. “Não serão feitos atendimentos individuais, nem para as mulheres, nem para os homens”, observa Alyxi. Mas caso seja necessário, é feito encaminhamento para outros serviços específicos do município, a exemplo do Caps Ad (Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas) e as próprias unidades de saúde de referência.

Titular da Deam, a delegada Clécia Vasconcelos destacou a importância dessa iniciativa. “A mulher violentada não entende a necessidade que ela tem em ser tratada. Esses serviços sendo disponibilizados na própria delegacia vai facilitar o encaminhamento e a própria ida dela aos órgãos de saúde”, considerou. Somente de janeiro até ontem, 2.298 mulheres prestaram queixa na delegacia especializada.
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