Renan deixa presidência com discurso em defesa da Lava Jato e do fim do sigilo nas investigações - São Gonçalo Agora

Renan deixa presidência com discurso em defesa da Lava Jato e do fim do sigilo nas investigações

No discurso de despedida da presidência do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, defendeu a pacificação política, depois do que chamou de “um dos períodos mais áridos” da história. Disse que os processos de impeachment sempre deixam “lições amargas”, mas elogiou a correção do Senado no julgamento de Dilma Rousseff.

No processo que resultou no afastamento da presidente da República, o Senado Federal se pautou pelo isenção, equilíbrio e responsabilidade.

Renan Calheiros afirmou ainda que, como presidente, enfrentou “sem medo” momentos delicados para o parlamento.

Demonstrei isso por ocasião da prisão de Delcídio Amaral, com flagrante forjado, que a submeti de pronto à apreciação do plenário do Senado Federal. Nas coercitivas impróprias contra senadores, das buscas e apreensões ilegais e dos vazamentos manufaturados conforme a conveniência das fontes.

Sobre as investigações da Lava Jato, Renan Calheiros defendeu a continuidade da Operação, elogiou a decisão do Supremo Tribunal Federal de homologar as delações da Odebrecht e pediu o fim do sigilo nas investigações de interesse público.

Qualquer investigação requer transparência e mesmo o fim do sigilo nos aproxima da verdade. E evita manipulações e evita vazamentos.

Calheiros afirmou que medidas de corte de gastos tomadas durante suas gestões à frente do Senado geraram uma economia de 884 milhões de reais. e destacou a Casa como o órgão público mais transparente do Brasil. Entre os avanços na legislação, citou a PEC das domésticas, o Plano Nacional de Educação e a lei do feminicídio; a chamada Agenda Brasil e as propostas aprovadas em resposta às manifestações de 2013.

Nós aprovamos aqui mais de 40 propostas em menos de 20 dias. Tornamos o crime de corrupção crime hediondo. O fim da aposentadoria como prêmio para magistrados e promotores condenados por corrupção. A perda automática de mandato parlamentar em caso de condenação e o fim do voto secreto para vetos e cassação de mandatos.

Renan Calheiros citou, ainda, como avanços, a instituição de sessões temáticas para debater propostas de grande impacto; a adoção de novos critérios para análise de Medidas Provisórias, pelo Senado, e de vetos, pelo Congresso. O peemedebista foi eleito presidente do Senado em 2005; 2007; 2013 e 2015. Ele deixa o comando da Casa e do Congresso Nacional e assume a liderança do partido no Senado.

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