Saiba qual foi a posição de cada senador na votação do 2º turno da PEC do teto - São Gonçalo Agora

Saiba qual foi a posição de cada senador na votação do 2º turno da PEC do teto

Por 53 a 16, o Plenário do Senado aprovou em segundo turno a PEC do teto de gastos. Considerada pelo governo a principal medida para a retomada do crescimento, a proposta limita à inflação o aumento das despesas públicas por 20 anos. A oposição ainda tentou retirar o limite dos gastos com saúde e educação e a trava ao reajuste maior do salário mínimo. O líder do PT, senador Humberto Costa de Pernambuco, vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a PEC do teto de gastos.

"Primeiro, o fato de se estar decidindo uma política econômica pelos próximos 20 anos. Os próximos presidentes a serem eleitos terão que assumir com a política já pré-determinada, já fazendo parte da Constituição. Segundo, a Constituição diz claramente que não é possível se adotar políticas que representem a retirada de direitos já conquistados. E essa proposta naturalmente leva a isso". Disse o senador.

Ao afirmar que sem o limite de crescimento das despesas, o País não fecharia as contas, o líder do PSDB, senador Paulo Bauer de Santa Catarina, não acredita que o Supremo acatará o recurso da oposição.

"Não há nenhuma preocupação quanto a isso. Propostas de Emenda Constitucional são de competência do Congresso Nacional. Esta proposta foi analisada pela Câmara e pelo Senado e aprovada por maioria de votos. Não há mais o que contestar ou questionar. Passou a ser um texto constitucional. Quem não respeita isso não respeita a democracia. Disse.

Em relação ao primeiro turno, a base aliada perdeu 8 votos e a oposição conquistou dois. O líder do governo, senador Romero Jucá do PMDB de Roraima, minimizou a perda de apoio ao citar a ausência de diversos aliados.

"Em nenhum momento, a PEC do teto dos gastos correu riscos. Sempre tivemos os votos necessários para aprovar. O que ocorreu foi a ausência de diversos companheiros que votariam favorável. Sempre avaliamos que mesmo com menos votos seria mais importante votar hoje e mostrar que o governo tem votos do que adiar a votação". Minimizou Jucá.

Se o governo federal gastar mais ficará impedido de aumentar os salários funcionalismo, de contratar novos, conceder isenções fiscais e renegociar dívidas.


Confira o voto de cada senador, conforme o site do Senado Federal:

Votaram a favor da proposta

PMDB (12)
Edison Lobão (MA)
Eduardo Braga (AM)
Eunício Oliveira (CE)
Garibaldi Alves Filho (RN)
Hélio José (DF)
José Maranhão (PB)
Marta Suplicy (SP)
Raimundo Lira (PB)
Romero Jucá (RR)
Simone Tebet (MS)
Valdir Raupp (RO)
Waldemir Moka (MS)

PSDB (12)
Aécio Neves (MG)
Aloysio Nunes (SP)
Antonio Anastasia (MG)
Ataídes Oliveira (TO)
Dalírio Beber (SC)
Deca (PB)
Flexa Ribeiro (PA)
José Anibal (SP)
Paulo Bauer (SC)
Pinto Itamaraty (MA)
Ricardo Ferraço (ES)
Tasso Jereissati (CE)

PP (6)
Ana Amélia (RS)
Benedito de Lira (AL)
Ciro Nogueira (PI)
Gladson Cameli (AC)
Ivo Cassol (RO)
Roberto Muniz (BA)

PSD (4)
José Medeiros (MT)
Omar Aziz (AM)
Otto Alencar (BA)
Sérgio Petecão (AC)


PR (4)
Cidinho Santos (MT)
Magno Malta (ES)
Vicentinho Alves (TO)
Wellington Fagundes (MT)

PSB (3)
Antônio Carlos Valadares (SE)
Fernando Coelho (PE)
Lúcia Vânia (GO)

PDT (3)
Lasier Martins (RS)
Pastor Valadares (RO)
Telmário Mota (RR)

DEM (2)
José Agripino Maia (RN)
Ronaldo Caiado (GO)

PTB (2)
Armando Monteiro (PE)
Elmano Férrer (PI)

PSC (2)
Eduardo Amorim (SE)
Pedro Chaves (MS)

PV
Álvaro Dias (PR)

PPS
Cristovam Buarque (DF)

Sem partido
Reguffe (DF)

Votaram contra a proposta

PT (10)
Ângela Portela (RR)
Fátima Bezerra (RN)
Gleisi Hoffmann (PR)
Humberto Costa (PE)
Jorge Viana (AC)
José Pimentel (CE)
Lindbergh Farias (RJ)
Paulo Paim (RS)
Paulo Rocha (PA)
Regina Sousa (PI)

PMDB (3)
Kátia Abreu (TO)
Roberto Requião (PR)
Dário Berger (SC)

PSB (2)
João Capiberibe (SE)
Lídice da Mata (BA)

PC do B
Vanessa Grazziotin (AM)
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