Risco de cegueira causada pelo diabetes é desconhecido entre soteropolitanos - São Gonçalo Agora

Risco de cegueira causada pelo diabetes é desconhecido entre soteropolitanos

Mais da metade (53%) dos soteropolitanos que não tem contato direto com o diabetes não sabe que a doença pode causar cegueira. É o que aponta uma pesquisa conduzida pela Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), em parceria com a Bayer, que analisou o grau de percepção da população com relação às complicações oculares ocasionadas pela doença. A pesquisa foi feita em oito capitais brasileiras: Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife,Porto Alegre, São Paulo, Brasília e Salvador, com 4 mil pessoas.

Mesmo sendo uma doença com grande incidência no Brasil e no mundo (14 milhões e 415 milhões de pessoas acometidas respectivamente, segundo o IDF - International Diabetes Foundation) e complicações graves, os riscos do diabetes não controlado são ignorados por uma parcela significativa da população.

Entre os entrevistados de Salvador que não têm diabetes ou não possuem ninguém na família com a doença, 53% desconhecem a relação entre a enfermidade e a perda da visão. Já entre os diabéticos participantes da pesquisa, ou que têm familiares portadores da doença, o cenário é outro. Os soteropolitanos estão acima da média nacional no quesito informação: 69% já ouviram falar de retinopatia diabética e edema macular diabético, principais complicações oculares da doença, contra 43% na média nacional.

O edema macular diabético (EDM) é uma complicação do diabetes, assim como a retinopatia diabética (RD), e ambos são causados pelo aumento de açúcar no sangue, levando a alterações nos vasos sanguíneos de todo o corpo, incluindo os vasos do olho, especificamente da parte posterior do olho chamada de retina (RD) e de sua porção central denominada mácula (EMD).

No caso do EMD, existe um vazamento de fluído dentro da mácula, região central da retina que dá nitidez e foco às imagens. A presença de fluído causa perda severa de visão e pode levar à perda da visão central. Os principais sintomas do EMD são manchas na visão, distorção de imagens, fotofobia, diminuição do contraste e visão de cores, além de alterações no campo de visão.

"Em relação ao diabetes, já se observa níveis de epidemia no Brasil. À medida que esses números aumentam, proporcionalmente cresce o número de indivíduos que correm o risco de desenvolver essas complicações oculares", afirma o médico endocrinologista Dr. Luiz Turatti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Apesar do grau de informação acima da média nacional sobre as complicações oculares, a perda da visão, não é uma das consequências do diabetes mais temidas (24%) pelos soteropolitanos. Amputação de membros e ulceração dos pés aparecem no topo da lista de preocupações (26% cada) .

Neste ano, o dia mundial do diabetes, celebrado no dia 14 de novembro, tem como tema central "Os olhos no diabetes". Cerca deum terço das pessoas com diabetes desenvolvem algum grau de dano ocular, segundo o IDF. Sem o tratamento adequado,esses pacientes podem perder mais de duas linhas de visão em menos de dois anos. Atualmente, o EMD é uma das razões mais frequentes de perda severa da visão na população em idade ativa, o que impacta ainda mais na sociedade como um todo, aumentando os custos sociais e econômicos tanto nas famílias como em todo o país.

"O diagnóstico precoce do Edema Macular Diabético permite que, em alguns casos, a visão do paciente seja recuperada, impactando positivamente na sua vida social, pois permite a retomada das atividades rotineiras e devolve sua produtividade", afirma o médico oftalmologista Dr. Arnaldo Furman Bordon, membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo e diretor do Setor de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes.

No último mês, a ANVISA aprovou uma nova terapia para o Edema Macular Diabético, através da inibição da formação de novos vasos na retina, além de atuar na inflamação causada pela doença. O Eylia® (aflibercepte), da Bayer, é um antiangiogênico, ministrado por injeção intravítrea (dentro do olho), que apresenta mecanismo de ação exclusivo permitindo uma duração de atividade dentro do olho maior que a dos outros medicamentos, além de permitir a extensão do tratamento de acordo com os resultados visuais e anatômicos de cada paciente. Os estudos realizados com Eylia® (aflibercepte) em EMD trazem resultados importantes de ganho de visão já com a primeira injeção do medicamento e este ganho de visão é mantido por até 3 anos dos estudos.

Eylia® também é aprovado pela ANVISA para o tratamento de outras quatro doenças vasculares da retina: degeneração macular relacionada à idade (DMRI) forma úmida, oclusão venosa da retina (OVR) (nas suas duas formas de apresentação: oclusão da veia central da retina - OVCR - e oclusão de ramo da veia retiniana - ORVR) e neovascularização coroidal miópica (NVCm).
Compartilhe no Google+

About Sandro Araújo