residencial Estudo inédito do INCA mostra queda na taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre homens - São Gonçalo Agora

Estudo inédito do INCA mostra queda na taxa de mortalidade por câncer de pulmão entre homens

Um estudo inédito do Instituto Nacional de Câncer (INCA) – divulgado no Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto) – aponta que, pela primeira vez nas últimas décadas, a taxa de mortalidade por câncer de pulmão diminuiu entre os homens brasileiros, de 18,5 por 100 mil, em 2005, para 16,3 por 100 mil, em 2014. Os dados refletem o êxito de campanhas e demais iniciativas de combate ao tabagismo, principal causa da doença, a exemplo da Clínica de Cessação do Tabagismo, criada pelo Grupo COI (Clínicas Oncológicas Integradas) há 8 anos.

Na clínica, aberta a qualquer tabagista que deseje parar de fumar, os pacientes são acompanhados por uma equipe multidisciplinar. Primeiramente, passam por uma consulta com médico pneumologista, especialista em tabagismo, para avaliação do histórico clínico, da relação com o cigarro, do grau de motivação e de dependência da nicotina e da indicação ou contraindicação para uso de medicamentos. Após esse primeiro momento, o médico passa a acompanhar os pacientes em consultas semanais ou quinzenais e os encaminha para orientação com psicóloga e nutricionista.

Pacientes que desenvolveram doenças crônicas, como câncer ou enfisema pulmonar, se beneficiam quando param de fumar, pois o tratamento é mais efetivo. Além disso, reduzem possíveis complicações pós-operatórias e melhoram a qualidade e a expectativa de vida. “Abandonar o cigarro sempre traz benefícios. Estudos científicos demonstram que pacientes com câncer de pulmão, ao pararem de fumar, aumentaram a sobrevida em comparação aos que não pararam”, explica Ricardo Henrique Meirelles, pneumologista e responsável pela Clínica de Cessação do Tabagismo do Grupo COI.

Apesar da queda no número de mortes por câncer de pulmão entre os homens, o estudo do INCA registrou um aumento no público feminino, de 7,7 por 100 mil, em 2005, para 8,8 por 100 mil, em 2014. “Esse dado é decorrente do fato de as mulheres terem começado a fumar mais tarde do que os homens. Mantendo-se a queda na prevalência de tabagismo no Brasil nas próximas décadas, a taxa de câncer de pulmão em mulheres tende a cair”, esclarece o pneumologista.

Os tratamentos mais eficazes do câncer de pulmão estarão entre os temas abordados no 5º Simpósio Anual do Núcleo de Oncologia Torácica, que o Grupo COI promoverá nos dias 23 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro. O evento contará com a participação de renomados especialistas do Brasil e de outros países e irá discutir também o uso da videocirurgia nas intervenções oncológicas, a evolução da radioterapia e a diminuição dos efeitos colaterais desse procedimento, entre outros assuntos.
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Sandro Araújo