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Ipac e PM realizam parceria para disponibilização de espaços em Salvador e interior

O Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) está desenvolvendo uma parceria para apoiar as estratégias de atuação do Comando Geral da Polícia Militar (PM) na capital e interior do estado. O instituto detém imóveis em Salvador, Lençóis e Cachoeira que podem ser disponibilizados para a PM instalar corporações, postos avançados e sistemas de monitoramento de segurança.

“Além disso, desejamos incluir a restauração do prédio da sede da PM, o Quartel dos Aflitos, em um grande projeto de reforma do complexo arquitetônico-histórico do Passeio Público, Palácio da Aclamação e o quartel, via Lei Rouanet”, adianta o diretor-geral do Ipac, João Carlos de Oliveira.

O comandante-geral da PM, coronel PM Anselmo Brandão, já realizou três reuniões com o diretor e a equipe técnica do Ipac. Duas ocorreram na sede do comando da PM, nos Aflitos. No último dia 20, o comandante Anselmo visitou a sede do Ipac, no Solar Mirante do Saldanha, no Centro Histórico de Salvador (CHS).

"O encontro entre Ipac e PM é importante para firmar parcerias, preservar o patrimônio do estado e otimizar o uso de imóveis, estreitando os laços entre as duas instituições”, ressalta o comandante-geral da PM. Na visita, estiveram presentes ainda o comandante do 18º Batalhão PM, tenente coronel Valter Menezes, e o capitão PM Davi Nazário.

Segurança

De acordo com João Carlos de Oliveira, o Ipac possui um parque imobiliário de 226 imóveis na zona tombada do CHS, o que corresponde apenas a cerca de 2% do total na região. O restante de 98% dos imóveis é de propriedade da Prefeitura de Salvador, de outros órgãos e secretarias do governo estadual, de privados e de irmandades da Igreja Católica. “Esses imóveis são estratégicos para a PM também para instalação de câmeras que monitoram a segurança pública nas ruas do CHS”, afirma o diretor do Ipac.

Os 2% de imóveis do instituto no CHS surgiram a partir das reformas nas décadas de 1980 e 1990 no CHS, quando casas foram desapropriados pelo governo estadual. Hoje, estão ocupados para uso residencial e institucional. As ocupações atendem estratégias urbanístico-arquitetônicas, de fomento à economia e reforço às ações sociais nessa região. Todos os imóveis do Ipac estão em boas condições, pois estão ocupados e o instituto dispõe de contrato de manutenção anual.

Aflitos

Outra demanda discutida foi o policiamento do Museu de Arte Moderna (MAM), na Avenida Contorno, equipamento do Ipac. Em Salvador, além do MAM, o instituto tem o Palacete das Artes (Graça), Aclamação/Passeio Público (Campo Grande), Museu de Arte da Bahia (Corredor da Vitória), Solar Ferrão, museus Udo e Tempostal (Pelourinho). No interior, os museus do Recolhimento (Santo Amaro), Wanderley (Candeias) e Castro Alves (Cabaceiras).

Já a restauração do quartel integrará a requalificação do complexo arquitetônico-urbanístico do Aclamação, elaborado pelo Ipac e com recursos via Lei Rouanet. O quartel foi construído em 1639 pelo 16º governador da Bahia, Fernando de Mascarenhas. Foi base defensiva da cidade, ocupado pela Sabinada (1837) e hospital militar.

No final do século XIX, o quartel foi reconstruído, mas se arruinou na primeira metade do século XX. Em 1938, o comando retorna ao quartel, e em 1989 o prédio sofre reforma. Hoje, abriga comando, subcomando, comunicação, planejamento, inteligência e coordenações de policiamento.

Fonte: Ascom/Ipac
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Sandro Araújo