residencial Redução da produção de cédulas e moedas pode causar inflação - São Gonçalo Agora

Redução da produção de cédulas e moedas pode causar inflação

Para contornar a situação, comerciantes estão arredondando os valores dos produtos, o que segundo o especialista pode acarretar em um processo inflacionário

Para superar as dificuldades por conta da falta de troco em cédulas e moedas, alguns comerciantes estão arredondando os preços dos produtos, o que pode acabar provocando inflação, alerta o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM), Reginaldo Gonçalves. “Ainda que pequena escala a medida pode pesar no bolso do consumidor, que irá pagar muito mais caro por um produto ou serviço”, ressalta o especialista.

O que até então era uma estratégia de marketing nas transações comerciais como vender produtos com valor quebrado, parece que agora está virando um grande dilema.

Com a crise e a redução da produção de cédulas e moedas os trocados sumiram do mercado, atrapalhando o comércio como um todo, afetando até mesmo setores como o de alimentação e transporte.

O especialista explica que o corte orçamentário nas contas públicas é o responsável pela falta de emissão do dinheiro miúdo, seja em cédulas ou moedas. “As causas para o sumiço do troco no comércio em geral, são os cortes sucessivos no orçamento do Banco Central. Neste ano, a redução com os gastos para a produção é de 7%, sendo assim, algumas notas de valores valores, por exemplo R$ 2,00 R$ 10,00 e R$ 20,00, além das moedas, estão sendo emitidas em escalas reduzidas fazendo com que os caixas eletrônicos acabem privilegiando o saque de cédulas de valor maior”.

Conforme salienta o especialista, embora exista uma grande preocupação com o aumento das tarifas bancárias, juros embutidos e outros, que devem ser levados em conta na hora da realização de uma compra pelo consumidor, uma das medidas provisórias para minimizar o impacto da falta de cédulas e moedas no País, é utilizar o dinheiro plástico (cartão de crédito e débito) como recurso.

Ele explica que se utilizado corretamente o cartão (dinheiro plástico) pode ser um aliado tanto para o consumidor que evitará pagar um valor maior ou não receberá parte do troco, quanto para o comerciante que evitará constrangimentos e desconfortos na hora de devolver o troco.

Segundo o contabilista, outra solução plausível e sensata, principalmente para os que possuem moedas armazenadas, é colocá-las em circulação estimulando a fluidez do comércio.

São Gonçalo Agora/Sandro Araújo
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Sandro Araújo