'Não cheguei a dar um soco, mas ia dar', diz Menezes sobre conflito com Targino - São Gonçalo Agora

'Não cheguei a dar um soco, mas ia dar', diz Menezes sobre conflito com Targino

O deputado Adolfo Menezes (PSD) tentou dar um soco em Targino Machado (DEM) no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na noite desta quinta-feira (18), após a votação da PEC 148, que institui mudanças no regime de concessão de vantagens aos servidores. 
De acordo com o social-democrata, que admitiu o ato, ele reagiu após ouvir Machado chamá-lo de “sem-vergonha”. “Está tudo filmado. Os deputados já estavam todos saindo e o deputado pediu a palavra para fazer um discurso. Discurso não, porque o que tem feito na Assembleia...”, reclama Menezes. “Eu ouvi ele me chamar de sem- vergonha, aí passou da limite. Eu não cheguei a dar um soco, mais ia dar. Eu assumo meus atos” , completou. 
Ainda de acordo com o parlamentar, logo após a confusão, ocorreu uma reunião entre deputados da base governista, que entraram em consenso sobre “tomar alguma medida” por conta do comportamento do democrata, que estaria descompensado. “É uma falta de respeito com todo mundo, até com a Casa. Ele tem usado palavras de baixo calão,nos chamando de ladrão, de marginal”, avalia ele. 
Ainda nesta quinta, Machado comentou uma proposta de sessão extraordinária em uma sexta-feira à noite e sugeriu que a votação fosse feita na rua, ou em lugares propícios para os atos que acontecem às sextas-feiras à noite. “Ele quis dizer o que? Que [a Assembleia] é um ‘brega’, baixo meretrício, pra bom entendedor”. Targino é pivô de outro caso, que já foi encaminhado ao Conselho de Ética da AL-BA: ele é acusado por um sargento de injúria racial e agressão.

O sargento da Polícia Militar, Lourival Araújo, está acusando o deputado estadual Targino Machado (DEM) da injúria racial e agressão durante uma outra confusão ocorrida na tribuna de imprensa da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) no último dia 9. Neste dia, quando foi votado o projeto que institui o programa Auxílio-Permanência, a polícia retirou os estudantes da tribuna. No dia seguinte, segundo informação do jornal A Tarde, Araújo relatou que foi agredido com quatro tapas por Machado, que teria se referido a ele como “seu neguinho”. Outros três policiais confirmam ter presenciado o fato. 
O sargento encaminhou a denúncia ao coronel Yuri Lopes, chefe da Assistência Militar da Presidência da Casa. O coronel encaminhou os termos de declaração de Araújo e três testemunhas ao presidente da AL-BA, Marcelo Nilo, que levou o caso ao Conselho de Ética da Casa. Ao longo da última semana, Targino fez uma série de críticas ao coronel e ao próprio pedetista, por ter ordenado a retirada dos estudantes da Casa. O parlamentar também acusa o presidente de perseguir um funcionário da Assembleia, que teria sido remanejado após participar de uma mobilização dos servidores estaduais no mesmo dia da confusão.

São Gonçalo Agora/BN
 
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