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Polícia de São Gonçalo divulga retrato falado de suposto assassino da professora Rosimeire

Após 8 meses do crime a Polícia Civil de São Gonçalo dos Campos divulgou na manhã de hoje (16) o retrato falado de um suposto acusado no assassinato da professora Rosimeire Almeida dos Santos, 38 anos, desaparecida na manhã do dia 27/03/15, tendo seu corpo encontrado 8 dias depois por moradores da Fazenda Roçado.

O corpo da vítima estava em avançado estado de putrefação debaixo de um pé de cajueiro, às margens de uma estrada vicinal da região onde morava, próximo a BR-101 nesta cidade.

A divulgação do retrato falado foi feita durante uma coletiva de imprensa. De acordo com o delegado Eugenio Rocha, o serviço de investigação teve um grande apoio do Poder Judiciário e Ministério Público, e só através do pedido e autorização da quebra do sigilo telefônico da vítima, resultando no  rastreamento do aparelho, a polícia conseguiu obter informações do suposto acusado.

O aparelho celular foi único objeto não encontrado entre os pertences da professora no local do crime. Segundo os familiares, ela teria saído naquela manhã para receber o benefício da mãe.

Rosimeire Almeida dos Santos
Segundo o investigador de polícia civil Weliton, o celular da professora esteve pela primeira vez em posse de um suposto andarilho, que segundo informações de um vendedor de frutas, às margens da BR-116 na divisa entre as cidades de Rafael Jambeiro e Santa Terezinha, o andarilho teria dito que achou o aparelho na BR-101 e queria trocá-lo por alimento com o vendedor.

Mais duas pessoas que também obtiveram posse do aparelho após o vendedor ter vendido foram ouvidas.

Este vendedor até então foi a única pessoa que a polícia obteve informações de realmente ter visto este "andarilho". E através dele foram colhidas informações necessárias para a confecção do retrato falado. Ainda de acordo com informações da polícia, mesmo que as investigações alcance a pessoa do retrato o caso ainda não está completamente elucidado, pois os indícios não apontam com precisão se o "andarilho" assassinou a professora e roubou seu celular, ou apenas encontrou o aparelho na beira da estrada. Esta incógnita só será resolvida com o depoimento deste "andarilho.

Além da procura pela pessoa do retrato falado a polícia continua investigando todos os demais indícios, inclusive possíveis suspeitos da cidade.

Confira todos os detalhes do caso nesta entrevista com o investigador Weliton.





RELEMBRE O CASO

Uma mulher de 38 anos foi encontrada morta dentro de uma propriedade na zona rural de São Gonçalo dos Campos, região de Feira de Santana, nesta sexta-feira (6). Ela tinha desaparecido há oito dias desde que saiu de casa para receber o benefício da mãe idosa, diz a delegada que investiga o caso, Cristiane Oliveira.

A polícia constatou que o dinheiro da mãe não foi retirado da conta e os documentos da vítima estavam intactos. "Ela morava em uma casa com duas irmãs e a mãe. Na localidade, todos se conhecem. Os familiares nos informaram que ela raramente saía de casa, era uma mulher pacata e ia em São Gonçalo apenas para receber o benefício da mãe. Quando saiu, uma pessoa disse para a irmã dela que tinha visto a parada no ponto de ônibus da BR-101 para ir em São Gonçalo, por volta das 8h", relata a delegada.

Segundo Oliveira, a vítima atuou como professora há cerca de oito anos, mas atualmente não trabalhava. Ela não era casada, não tinha filhos, nem nunca teve um namorado. O corpo da mulher foi encontrado apenas com um pequeno corte e outra lesão na parte do pescoço.

"Nós não temos como precisar as causas da morte, ela aparentemente não tinha inimigos, não namorava, tinha um pequeno corte que pode ter sido causado pelo matagal e outro na parte do pescoço, mas não sabemos as causas. O rosto já estava entrando na fase de esqueleto. O seio estava à mostra, mas, quando o corpo cria gigantismo, as roupas rasgam. Então, só com a cena da situação não temos como confirmar se houve abuso sexual ou qualquer coisa do tipo", diz.

O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana e o resultado da perícia inicial ainda não foi enviado à delegada do caso.


São Gonçalo Agora/Sandro Araújo
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