Lixão causa preocupação em moradores da zona rural de São Gonçalo - São Gonçalo Agora

Lixão causa preocupação em moradores da zona rural de São Gonçalo

De acordo com o Sr. Afrânio, Ezequiel e Antonio, nomes fictícios a pedido das três pessoas que entraram em contato com o SG/AGORA, "um caminhão chega vez em quando nas localidades do Sobradinho e Maracanã, zona rural de São Gonçalo dos Campos e despeja o lixo. Despejam em vários pontos, e às vezes colocam fogo", disse uma das pessoas, acrescentando ainda que "o mau cheiro da fumaça é insuportável".

Em visita aos locais, foi constatado a veracidade da informação e a existência de pelo menos quatro lixões nas localidades. Até agora não se sabe quem está jogando o lixo. Entulhos, todos os tipos de lixo e até ossada de animais são jogados e queimados, gerando então o grande "mau cheiro" relatado pelos denunciantes. Em um dos lixões, dentro de uma área desmatada, o cheiro de carniça é insuportável. Uma das preocupações é que próximo aos locais onde é jogado o lixo existem alguns tanques naturais de água. Isto pode provocar contaminação do solo e das nascentes.

De acordo com o Senado, uma aprovação em julho deste ano prorroga o prazo para as cidades brasileiras se adequarem às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que visa a extinção dos lixões em todo o País. Para os municípios com menos de 50 mil habitantes, o caso de São Gonçalo, este prazo será até 31 de julho de 2021.

Sancionada em 2 de agosto de 2010, a PNRS determina ações como a extinção dos lixões do país e substituição por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios. A lei dava prazo de quatro anos para que as cidades se adequassem à PNR, ou seja, deveriam estar em prática já em 2014.

A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

Esses aterros, por sua vez, deverão ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.


São Gonçalo Agora/Sandro Araújo
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