residencial Furão sugere participação da população para reajuste salarial de vereadores e prefeito - São Gonçalo Agora

Furão sugere participação da população para reajuste salarial de vereadores e prefeito

O prefeito Antonio Dessa Cardoso (Furão) foi entrevistado na tarde desta quinta-feira (27) no programa Planeta Notícia (Rádio São Gonçalo AM 1.410).

Furão foi convidado pela bancada do programa para falar sobre o reajuste salarial de prefeito e vereadores de São Gonçalo, assunto debatido nos últimos 10 dias no programa e que tem gerado muitas opiniões na cidade. Durante as discussões centenas de ouvintes se posicionaram contra a um possível aumento no salário dos edis, e a favor da redução dos salários, que até o final de 2016 será colocado na pauta de votação da Câmara de Vereadores.

Até esta quarta-feira nenhuma informação oficial por parte dos vereadores havia sido divulgada com relação a uma possível discussão na casa legislativa sobre reajuste salarial. Atualmente em São Gonçalo um vereador recebe em média R$ 6 mil e prefeito R$ 12 mil reais.

Durante a entrevista o prefeito Furão informou ter se reunido com alguns vereadores de sua bancada para tratar deste assunto, e afirmou ser favorável a uma ampla discussão na cidade, contanto que a população em geral participe das discussões e juntos estabeleçam o mais merecido e adequado, tanto comparado a realidade da cidade quanto a do País, que vem enfrentando uma séria crise. Ainda de acordo com o prefeito, que tem pretensões em concorrer ao cargo de Deputado Federal em 2018, este movimento precisa chegar também aos deputados, senadores, governadores e presidência, que vivem em condições mil vezes mais cômodas que os vereadores e prefeitos do País.

Ouça um trecho da entrevista no link abaixo.


O assunto, "reajuste salarial de vereadores e prefeito", vem sendo discutido no programa (PN) após a grande repercussão dos moradores de Santo Antônio da Platina (PA), Fazenda Rio Grande (PA), Palmas (TO), Poços de Caldas (MG), Poções dentre outras se articularem e brigarem pela redução dos salários dos vereadores e prefeitos dessas cidades. Após repercussão nacional centenas de cidades do País estão iniciando movimentos parecidos e todos com o mesmo objetivo, que é a redução desses salários.

Resultado favorável ao movimento já foi registrado em Santo Antonio da Platina. 
De acordo com a emenda do projeto, o salário do prefeito, que iria de R$ 14,7 mil para R$ 22 mil, será agora de R$ 12 mil.

Já o salário do presidente da Câmara, que passaria de R$ 4 mil para R$ 8,5 mil, vai ser de R$ 970. O dos vereadores, que subiria de R$ 3,7 mil para R$ 7,5 mil, também será de R$ 970.

A alteração no projeto foi aprovada por sete votos a um. O presidente da Câmara não vota nesses casos, conforme o regimento da Casa.

Poços de Caldas
Em Poços de Caldas por exemplo, no último dia 24, dois moradores iniciaram um abaixo-assinado pedindo a redução do salário dos vereadores. Segundo eles, a ideia é recolher assinaturas suficientes para encaminhar um projeto de iniciativa popular à Câmara propondo a redução de 50% nos vencimentos, que atualmente são de cerca de R$ 7,8 mil reais.

A coleta das assinaturas está sendo feita em diversos bairros da cidade e conduzida pelo empresário Vicente Ignez e pela artesã Maria da Conceição Vivaldi. Segundo os organizadores, mais de 3,7 mil pessoas já participam da lista, que precisa de 5,5 mil nomes.

"Também vamos propor a redução de 30% do salário do prefeito, vice-prefeito e secretariado", diz Ignez.

"Vêm [assinar] porque estão revoltados com a situação do país. Todos ganhando tão pouco, desemprego geral e o salário alto demais para os vereadores e demais políticos", completa Maria da Conceição.

Para os eleitores, o dinheiro economizado com essa possível redução no salário dos políticos já daria uma grande ajuda no pagamento de outras contas.

"Eles devem colaborar com o país. A situação está difícil? Está. Então todo mundo tem que tirar um pouquinho, né?", diz um dos eleitores que assinou a lista.

Curitiba
Já em Curitiba, Luan de Rosa e Souza, representante do movimento “Pela redução salarial dos vereadores de Curitiba”, usou a tribuna da Câmara Municipal, nesta terça-feira (25), para defender a revisão da remuneração dos parlamentares.

Para o movimento, o salário mensal de R$ 15 mil é desproporcional à sociedade e deveria baixar para R$ 1.500,00.

“Não é um movimento que quer implodir a Câmara de Vereadores, então, em nenhum momento isso vai acabar com o processo legislativo em si. Mas, reduzindo o salário você faz com que se crie mais participação popular. Com a quantidade que eles ganham hoje, que dá uma média de R$ 1,2 milhão no final do mandato, eles podem se autofinanciar em campanhas políticas, que gera um ciclo vicioso das mesmas pessoas sempre se elegendo”, afirmou Luan de Rosa e Souza.

A proposta é criar e apresentar à Casa um projeto de lei de iniciativa popular para que os salários sejam revistos. De acordo com Souza, o movimento tem três mil assinaturas presenciais.

“Isso em um dia e meio de trabalho, e o apoio populacional é incrível. Eu já busquei assinaturas em outros momentos e nunca encontrei este apoio”, comentou Souza.

Para que a proposta tramite da Câmara são necessárias as assinaturas de 5% do eleitorado curitibano – quase 62,2 mil. O documento deve conter o nome completo, nome da mãe, o número título de eleitor, localização, data de nascimento e assinatura do cidadão. Em duas semanas, o movimento angariou cinco mil assinaturas via internet.

“Reduzir o salário é muito mais do que uma demanda necessária para sociedade, é uma oportunidade para os vereadores provarem que estão realmente legislando em favor da população”, afirmou Luan de Rosa Souza.

Esta mobilização em Curitiba se junta a outras ocorridas, principalmente, na região norte do estado. A população se organizou de forma semelhante, por exemplo, em Jacarezinho, Santo Antônio da Platina.

Para defender o projeto Luan de Rosa e Souza, cita outras profissões como professores e dos garis, que são tão importantes quanto à vereança, na avaliação dele, mas que não garantem remunerações similares às dos parlamentares.

“O que mais legitima é o desejo da população. Todo o poder emenda do povo”.

Questionado sobre o que sentiu ao dialogar com vereadores sobre a redução salarial, Luan de Rosa e Souza afirmou que é cedo para fazer uma avaliação. "A impressão é difícil de dar em meio à bolha demagógica. Frente à mídia e à mobilização popular, todos serão favoráveis”.

Vereador propõe salário de R$ 7.000,00
Logo no início da sessão desta terça-feira, o vereador Professor Galdino (PSDB) defendeu a diminuição dos salários dos parlamentares de Curitiba. “Nossa remuneração é alta, e neste momento de crise, podemos fazer um sacrifício para a Prefeitura de Curitiba”, disse o parlamentar.

O vereador afirmou que não concorda com o valor social de R$ 1.500,00. Para ele, o ideal seria a média salarial dos professores dos municípios, que segundo ele, é de R$ 7.000,00. “No ano que vem teremos eleições, e a diminuição do teto salarial irá agradar todos os curitibanos”, disse Galdino.

O pronunciamento de Galdino causou certo tumulto. Ele disse que a Mesa Diretora estava o atrapalhando e pediu respeito. O presidente Ailton Araújo (PSB) não gostou, e solicitou que Galdino não se referisse à Mesa “como um todo”.

O vereador informou que pretende apresentar uma emenda que possibilite que vereadores proponham alterações nas remunerações. Esta possibilidade é exclusiva à Mesa Diretora.

São Gonçalo Agora/Sandro Araújo
As matérias como exemplo são do G1
Compartilhe no Google+

Sandro Araújo