residencial Outubro Rosa: Igreja Matriz terá cor especial a partir desta sexta - São Gonçalo Agora

Outubro Rosa: Igreja Matriz terá cor especial a partir desta sexta

A Escola Ciranda do Saber está pela primeira vez aderindo à Campanha Outubro Rosa em São Gonçalo dos Campos. Na última quarta-feira, dia 01 de outubro, convidou toda a comunidade para a cerimônia de abertura que foi na área da escola. Entre os convidados e parceiros estava a enfermeira Naiara Maia, onde afirmou que através desta iniciativa da Ciranda, a Secretaria Municipal de Saúde estará também mobilizando seus funcionários nas seguintes datas:

08/10 (Posto USF da Lavanderia), 15/10 (Praça da Estação) e 22/10 (USF José Sarney), o horário será sempre das 08h às 12h. A Escola também estará presente aos eventos, já que a mesma é a realizadora pioneira desta iniciativa este ano. Neles estão sendo oferecidas importantes orientações para a realização do autoexame de mama e outros procedimentos necessários para a prevenção contra o câncer de mama.

No dia 10 de outubro, a Ciranda junto com os seus parceiros do comércio local, estarão presentes à cerimônia de iluminação da Igreja Matriz com a cor da campanha e também estará distribuindo laços de fita na cor rosa e folders. A cerimônia será às 17h30. A escola estará realizando ações referentes à campanha todas as quartas e sextas. A presença de todos é indispensável.

FEIRA DE SANTANA

Em Feira de Santana, no último dia 6, a Secretaria Municipal de Saúde montou um estande no estacionamento Centro de Abastecimento. Lá as mulheres foram consultadas pela clínica geral, aferiram a pressão e foram submetidas ao teste de glicemia. Receberam as requisições para a realização de exames laboratoriais e da mamografia. A iniciativa da SMS faz parte das ações do movimento Outubro Rosa no município – um mês de promoção à saúde da mulher.

A secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, acompanhou a atividade do Outubro Rosa no Centro de Abastecimento. “É importante levar orientações e alguns serviços de saúde para essas mulheres que, muitas vezes, não param para se cuidar”, observou.

Ela lembra que, além das ações de impacto realizadas nas feiras-livres e em outros espaços públicos, os profissionais nas unidades de saúde estão mobilizados para, durante todo este mês, intensificar os cuidados na promoção à saúde.

A coordenadora do Programa Municipal de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), Graça Passos, ressaltou que quanto mais cedo for diagnosticada alguma doença, maiores são as chances do tratamento ser bem sucedido, inclusive o câncer de mama – foco do movimento Outubro Rosa.

SALVADOR

Em Salvador cerca de oito mil exames para prevenção precoce do câncer de mama devem ser realizados até o final deste mês em salvador. As mulheres entre 40 e 69 anos podem procurar as unidades móveis, disponibilizadas pela secretaria da saúde do estado, em parceria com o grupo Delfin. Para marcar o início da campanha outubro rosa na fundação lar harmonia, representantes da SESAB e médicos especialistas falaram às mulheres sobre a importância da prevenção, e da realização da mamografia. A ação vai acontecer também em outros locais, como informa a diretora de projetos estratégicos da SESAB, Maria Cecília Fiais.

OUÇA - Maria Cecília Fiais - diretora de projetos estratégicos da SESAB


São Gonçalo Agora/Sandro Araújo

Entenda melhor sobre a Lei que garante Direito a Mulher realizar a Mamografia a partir dos 40 anos

"A Lei 11.664/2008, que entrou em vigor dia 29 de abril e dispõe sobre a atenção integral à saúde da mulher, reforça o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde: o direito universal à saúde. Porém, ao estabelecer que SUS deve assegurar a realização de exames mamográficos a todas as mulheres a partir dos 40 anos de idade, a nova legislação suscitou interpretações divergentes. Alguns profissionais e entidades divulgaram informações equivocadas em relação à lei e às recomendações para a realização do exame adotadas no país – as mesmas aplicadas nos países da União Européia e Canadá, baseadas nas evidências científicas mais atuais.

O SUS garante a toda brasileira o acesso gratuito à mamografia. Esse exame, como qualquer outro realizado pela rede de saúde pública ou complementar, depende de indicação médica - o que não foi alterado pela nova legislação. É o profissional de saúde que indica à paciente se deve ou não fazer o exame, de acordo com seu histórico familiar, sua idade ou a suspeita de alguma alteração. É preciso esclarecer que há indicações diferentes para a realização de mamografia, ambas dependentes de indicação médica.

O profissional de saúde pode pedir a mamografia diagnóstica, quando tem alguma suspeita, independentemente da idade da paciente. O médico também deve recomendar à paciente, entre 50 e 69 anos, mamografia para rastreamento. Nesse caso, o objetivo é o monitoramento das mulheres saudáveis, com a realização de exames regulares, a fim de diagnosticar precocemente possíveis casos da doença e diminuir a taxa de mortalidade na faixa etária de maior risco e incidência.

De acordo com o Consenso de Mama (documento elaborado em 2004 por gestores, ONGs, sociedades médicas e universidades), a estratégia de controle da doença é a realização do exame clínico anual das mamas em mulheres de 40 a 49 anos. As mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama devem fazer exame clínico e mamografia anual a partir dos 35 anos. Para rastreamento, a recomendação é a realização de mamografia na faixa de 50 a 69 anos, com intervalo de até dois anos.

Essas recomendações se baseiam em evidências científicas e estudos internacionais, e é adotada em países com políticas públicas de rastreamento populacional implementadas, como Reino Unido, Holanda, Canadá e Austrália. De acordo com a Cochrane Colaboration, uma rede mundial sem fins lucrativos que busca subsidiar as tomadas de decisão na área da saúde, os programas de rastreamento mamográfico resultam em benefícios para a população feminina, tanto para redução da mortalidade quanto para a da morbidade.

Em sua última análise sistemática (metanálise) do rastreamento, a ONG avaliou os resultados e a metodologia de sete estudos de diferentes países que envolveram ao todo meio milhão de mulheres. As evidências indicam uma redução na mortalidade de até 20% para a faixa entre 50 e 60 anos, quando a mamografia é realizada periodicamente em 70% da população-alvo por um período de dez anos. Entretanto, os autores ressaltam que não está claro se o rastreamento resulta mais em benefícios ou danos. A mesma metanálise também confirmou alguns possíveis efeitos adversos do rastreamento, como o excesso de diagnóstico (over-diagnnosis) e tratamento (over-treatment) com aumento estimado de até 30%.

Isto significa que, para cada 2.000 mulheres convidadas para o rastreamento ao longo de dez anos de programa, dez mulheres saudáveis, que não teriam sido diagnosticados se não tivessem participado, terão o diagnóstico confirmado e serão tratadas desnecessariamente seja no caso de falso-positivo ou de lesões que jamais se desenvolveriam. Por isso, uma das recomendações comuns à maioria dos programas implementados no mundo é que as mulheres convidadas sejam plenamente informadas dos benefícios e dos prejuízos do exame. Em abril, o Instituto Nacional de Câncer promoveu o Encontro Internacional sobre Rastreamento de Câncer de Mama, que reuniu alguns dos maiores especialistas do mundo, gestores do todas as esferas de poder, representantes da sociedade civil, profissionais da saúde, ONGs e demais instituições ligadas à abordagem deste tipo de câncer. Durante o evento, foram amplamente discutidas as recomendações e a sua adequação à realidade do sistema de saúde e ao perfil da população brasileira para, a partir daí, elaborar um documento que subsidiará o Ministério da Saúde na regulamentação da lei e na implementação do rastreamento efetivo em todo país."
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Sandro Araújo