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Perda da libido e disfunção erétil podem estar relacionadas a problemas na hipófise

Excesso de prolactina no sangue afeta desempenho sexual masculino. Se não identificado a tempo, pode atrasar o diagnóstico de um tumor benigno.

Perda da libido e disfunção erétil podem estar relacionadas a problemas na hipófise
Responsável pela produção e liberação dos hormônios que estimulam a fabricação de testosterona e com ação importante sobre a libido, potência sexual e manutenção da fertilidade, a hipófise é, portanto, a maior amiga do prazer de homens e mulheres.

A prolactina, produzida na hipófise, estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. Nos homens, apesar de sua função não ser totalmente conhecida, sabe-se que em concentrações elevadas no sangue, chamada hiperprolactinemia, contribui para a redução da potência sexual e da libido.

De acordo com Nina Musolino, médica-supervisora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo), o perigo está na demora em diagnosticar a doença. “Como a disfunção erétil e a redução da libido tem inúmeras outras causas, tanto os pacientes como seus médicos, clínicos e urologistas, podem não se lembrar da hiperprolactinemia como distúrbio causador da falta de prazer”, explica a médica.

Normalmente, quando os homens apresentam disfunção erétil e continuam com a libido em alta, eles procuram rapidamente ajuda e tratamento médico. No entanto, no caso da hiperprolactinemia há a redução do desejo e da potência sexual e por isso é comum que os homens tardem em procurar ajuda, pois culpam o cansaço, rotina do relacionamento, preocupação e outros fatores, pelo desinteresse sexual.

Entre as causas mais comuns da hiperprolactinemia está o uso de alguns medicamentos como antipsicóticos, antiácidos, antieméticos (remédios para enjoo) e anti-hipertensivos. Doenças como hipotireoidismo, insuficiência renal e hepática, lesões traumáticas na região mamária e doenças que afetam a região da hipófise, como tumores e inflamações, também podem estar associadas ao desenvolvimento da hiperprolactinemia. Mas a causa mais comum são os tumores hipofisários produtores de prolactina (prolactinomas).

O tratamento da hiperprolactinemia, na maioria dos casos, é feito com medicamentos de ação semelhante à dopamina, como Dostinex (cabergolina). “A cabergolina é mais utilizada pela sua melhor tolerabilidade, conforto de administração e eficácia”, diz a especialista. Mesmo nos casos de prolactinomas a substância é o tratamento mais utilizado. “Essas medicações tratam o tumor e normalizam a prolactina, promovendo a regularização da produção de testosterona.”, completa. Pouco tempo após o início do tratamento é possível perceber a melhora clínica na maioria dos pacientes, com retorno da libido e da potência sexual sem a necessidade de reposição de testosterona ou do uso de medicações para resolução do distúrbio erétil.

São Gonçalo Agora com informações de Samira Aguiar
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Sandro Araújo