residencial Bahia não realiza 63% de mamografias esperadas - São Gonçalo Agora

Bahia não realiza 63% de mamografias esperadas

Foto: Reprodução
No Dia Nacional da Mamografia, lembrado nesta quarta-feira (5), a Bahia e o Brasil têm pouco a comemorar. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a defasagem em atendimento no estado é de 62,8%. Do total da demanda esperada de 525.392 exames, só 195.496 são realizados, em uma população feminina de 1.050.783 mulheres na faixa de 50 a 69 anos. Para o médico baiano Augusto Tufi Hassan, que ocupa o cargo de vice-presidente da SBM, dois fatores concorrem para que a meta de atender mais pessoas não seja cumprida. A falta e o mau uso de mamógrafos, principalmente em hospitais públicos, além da ausência de informações para as mulheres. “O grande problema é que nesses hospitais as coisas não funcionam. É uma questão complexa. Quando não é a máquina que não funciona, tem o problema do profissional técnico em radiologia, ou do médico especialista, que não está capacitado”, disse em entrevista ao Bahia Notícias. Hassan afirma que o mamógrafo tem uma eficácia de 78% para identificar casos de câncer ainda precoces.

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Na visão do profissional de saúde, mesmo que a capital precise de mais equipamentos para detectar as neoplasias, a grande dificuldades está nas pequenas cidades do interior. “Você vai em Vitória da Conquista, em Feira de Santana ou em Juazeiro, e tem lá o equipamento. Mas em Bom Jesus da Lapa, não”, lamenta. A SBM informa que metade dos municípios brasileiros com menos de 50 mil habitantes não tem mamógrafo nem para remédio. Outro entrave para o melhor uso dos equipamentos parte do próprio público assistido. “Boa parte das mulheres também carece de informação. Muitas delas têm o recurso e não usa, seja por falta de conhecimento, seja por ignorância, e uma série de atributos”, apontou o médico que também inclui as secretarias municipais de saúde como protagonistas dessa mudança. Em 2014, o Brasil deve ter 58 mil novos casos de câncer de mama. Destes, quatro mil baianas podem ser acometidas pelo tumor considerado mais mortífero entre o público feminino. A recomendação de Augusto Tufi Hassan é que o exame de mamografia seja feito a partir dos 40 anos. Do BN.

São Gonçalo Agora
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Sandro Araújo